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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A quadrilha em caravana

Dois ex-presidentes da República e cinco ex-ministros de Estado – dos quais hoje uma é senadora da República e presidente de partido e outro, prefeito municipal – poderiam, juntos, formar um belo time de quadros para ajudar o país a emergir da crise em que se encontra. Não no caso do PT. Juntos, eles formam uma quadrilha, que atuou diretamente para afundar o Brasil.

Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Antonio Palocci, Guido Mantega, Paulo Bernardo, Edinho Silva, Gleisi Hoffmann e João Vaccari Neto foram denunciados ontem pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por prática de crime de organização criminosa por uma “miríade de delitos”.

Juntos eles teriam recebido a bagatela de R$ 1,48 bilhão em forma de propina em troca de contratos bancados com dinheiro público, pilhado de órgãos como BNDES e Ministério do Planejamento e de empresas como a Petrobras, cujos prejuízos somam pelo menos R$ 29 bilhões, no ver do TCU. Considerando o que foi movimentado também em consórcio do PT com PP e PMDB, a cifra dobra. A indenização cobrada aos denunciados alcança R$ 6,5 bilhões.

Apenas para aquilatar, além dos dois ex-presidentes que o partido elegeu compõem o grupo toda a equipe que comandou a economia brasileira ao longo dos 13 anos dos governos do PT, a atual presidente da legenda, também senadora, o quarto tesoureiro deles apanhado em roubalheira e um prefeito em atividade. Dilma participou da organização larápia tanto como principal ministra de Lula quanto como principal mandatária do país.

Mas papel central quem teve mesmo foi Lula. Já réu em outras cinco ações e já condenado a nove anos e meio de cadeia, agora é apontado na denúncia apresentada pela PGR como “grande idealizador” da quadrilha. Cerca de um sexto da dinheirama suja movimentada pela organização criminosa (ou seja, R$ 230 milhões) teria ido parar nos bolsos do ex-presidente e ora pré-candidato do PT à presidência da República.

No tour com que percorreu o Nordeste do país nos últimos 20 dias, encerrado ontem, Lula deparou-se com muitas das obras (ou, mais correto dizer, com o esqueleto delas) que serviram de fonte de dinheiro para as falcatruas ora denunciadas pela PGR. Na caravana da mentira, apresentava-as ao público como benfeitorias, mas serviram mesmo foi como maná para alimentar a corrupta correia de transmissão petista.

A drenagem de dinheiro público pelos petistas graúdos ocorreu desde a campanha que culminou com a ascensão de Lula ao comando do país, em 2002, até o último dia de Dilma na presidência, em maio do ano passado, segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria. Ou seja, a corrupção não é incidente espasmódico na trajetória do PT. É modus operandi e método de gestão.

Começa nos primeiros escândalos descobertos na prefeitura de São Paulo na gestão Luiza Erundina (1989-1992), passa pelos municípios do ABC e chega ao ápice com a tomada do poder nacional, a partir de 2003 até 2016, a nova “década perdida”. Mesmo no plano mais elevado dos poderes da República, a escalada gatuna petista parecia não ter limites.

Hoje fica cada vez mais preciso o comentário feito por Delúbio Soares, no longínquo ano de 2005, sobre as investigações então em marcha em torno do mensalão. O tesoureiro daquela roubalheira prognosticou que, ao final, restaria claro que aquele esquema não passara de “piada de salão”. Certíssimo. O assalto que viria depois, no âmbito do petrolão, movimentaria, segundo a denúncia apresentada ontem, recursos sujos pelo menos 20 vezes maiores – e isso é aritmético, não retórico.

É de se lamentar que, diante de tantas e tamanhas evidências, o procurador Rodrigo Janot tenha demorado tanto para arrolar Lula e seus petistas de proa no rol dos criminosos alcançados pelas investigações desenvolvidas no âmbito da Operação Lava-Jato. Pelo menos, para fazê-lo ele não terá precisado de delações fajutas como as que usou contra Michel Temer e Aécio Neves...

Em 2014, após a eleição presidencial o então candidato do PSDB afirmou que havia sido derrotado na disputa por uma “organização criminosa”. Teve muito crítico acusando o tucano de ser mau perdedor. O desenrolar dos fatos está mostrando quem, afinal, tinha razão. A gangue denunciada ontem pela PGR sonha em voltar a comandar o Brasil. Está evidente o por que: continuar seus assaltos em série. Quadrilhas vivem disso.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Uma frota de Fiat Elba

Há quem diga que ainda não há prova material que demonstre a ilegitimidade da reeleição de Dilma Rousseff. Será difícil sustentar esta visão depois das manifestações do juiz federal Sergio Moro enviadas à Justiça Eleitoral. Para quem espera um Fiat Elba que justifique o afastamento da presidente do cargo, elas equivalem a uma frota inteira.

Em ofício remetido ao TSE em outubro passado, o juiz responsável pelos processos da Operação Lava Jato escreveu: “Reputou-se comprovado o direcionamento de propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobras para doações eleitorais registradas”. Em português mais direto, dinheiro sujo da corrupção, surrupiado do povo brasileiro, financiou a reeleição de Dilma.

Moro referia-se à única sentença proferida até agora por ele em que o desvio restara comprovado: a condenação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e outros réus por operações que resultaram em repasse de R$ 4,26 milhões da Petrobras para os cofres do partido da atual presidente da República durante o processo de sua reeleição. Trata-se, no entanto, apenas da ponta do iceberg.

Há diversas outras suspeitas – ainda sob apuração – cujo montante envolvido excede em muito aquele relativo à decisão a que Moro se referiu. Não se fala da casa de milhões, mas de bilhões de reais, no maior escândalo de corrupção da história do país e um dos maiores já conhecidos em todo o mundo, envolvendo o PT e seus aliados.

A manifestação de Moro reforça a tese que embasa quatro ações protocoladas pelo PSDB junto ao TSE, ainda em dezembro de 2014, pedindo a impugnação da chapa Dilma-Michel Temer por abuso de poder político e econômico nas eleições. Busca-se provar que a usurpação do Estado e o assalto às estatais desvirtuaram o processo eleitoral e deslegitimaram a vitória petista, obtida – cada vez mais claro está – de maneira fraudulenta.

Esta é a ponta firme do debate. Do outro surge o procurador-geral da República. O mesmo que, ao se referir a propinas arrecadadas para a campanha de Dilma em 2014, denunciou o “pagamento de somas desviadas da sociedade” como combustível para a formação de coalisões de poder na era petista agora não enxerga nos desvios comprovados e condenados por Moro razões suficientes para punição à atual presidente do país. Estranho.

A cada passo das investigações, a cada nova descoberta, resta cada vez mais evidente que o triunfo obtido por Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014 não correspondeu ao real desejo da população. Fica cada vez mais comprovado que o mandato em curso veio à luz envolto em dinheiro da corrupção. Não se faz necessário o aparecimento de um simples automóvel, como o que contribuiu para o impeachment de Fernando Collor em 1992. A gestão petista tem uma linha de montagem inteirinha deles.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A vez da turma do pixuleco

O PT continua produzindo presidiários em série. Especial vocação para a cadeia têm os que ocupam a tesouraria do partido que há quase 13 anos governa o Brasil. O “companheiro” João Vaccari Neto é o mais novo integrante do time. É a turma do pixuleco que agora se junta à célebre turma da Papuda atrás das grades.

Vaccari é o segundo tesoureiro do PT condenado pela Justiça. Foi sentenciado ontem a 15 anos e quatro meses de cana por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Irá para a galeria de ilustres onde já está Delúbio Soares, condenado no mensalão a oito anos e 11 meses por corrupção ativa e formação de quadrilha, e hoje em prisão domiciliar.

Vaccari é o mesmo a quem a presidente Dilma hipotecou apoio durante toda a campanha eleitoral do ano passado, mesmo com seu nome já envolvido nas descobertas da Operação Lava Jato. O mesmo que a petista manteve no conselho de administração de Itaipu até janeiro último, só exonerado a contragosto a despeito de seguidas cobranças da oposição.

O PT tem se especializado em produzir tesoureiros que se notabilizam mais por figurar em páginas policiais do que no noticiário político. Tesoureiros das campanhas presidenciais do partido também estão sob investigação, como são os casos de José de Filippi e do hoje ministro Edinho Silva, que cuidaram das contas da candidata Dilma em 2010 e 2014, respectivamente.

Parece evidente que não são meros tesoureiros. São engrenagens centrais da organização criminosa que se se apossou do país desde que os petistas botaram os pés nos gabinetes do poder em Brasília e que tem logrado sucesso em vencer eleições de forma ilegal.

“A corrupção gerou impacto no processo político democrático, contaminando-o com recursos criminosos, o que reputo especialmente reprovável. (...) Talvez seja essa, mais do que o enriquecimento ilícito dos agentes públicos, o elemento mais reprovável do esquema criminoso da Petrobrás, a contaminação da esfera política pela influência do crime, com prejuízos ao processo político democrático”, escreveu o juiz Sérgio Moro na sentença divulgada ontem.

Já o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, membro da força-tarefa da Lava Jato, afirmou: “Mensalão, petrolão, Eletronuclear, são todos eles conexos, porque dentro deles está a mesma organização criminosa. No ápice dessa organização estão pessoas ligadas a partidos e, não tenho dúvida, à Casa Civil do governo Lula.” Só pra lembrar: os que lá estiveram foram José Dirceu e a hoje presidente da República.

Resta claríssimo que o assalto à Petrobras e a outras estatais não é apenas crime penal, delito financeiro, mas, sobretudo, uma lesão profunda na democracia brasileira. O dinheiro sujo subverteu a vontade do eleitor. É elemento ao qual a Justiça eleitoral, que deve retomar hoje o julgamento das ações em que o PSDB busca impugnar a chapa Dilma-Temer, deveria se ater. Há razões de sobra para investigar e punir quem se beneficiou tão diretamente do esquema sujo das turmas do pixuleco e da Papuda.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Agora faltam os chefes

O Brasil está praticamente sem governo, mas felizmente ainda dispõe de instituições sólidas que ontem, mais uma vez, demonstraram sua força. A prisão do tesoureiro do PT, decretada pela Justiça Federal, e a condenação das “pedaladas fiscais” por parte do Tribunal de Contas da União são passos decisivos para que a organização criminosa que dirige o país há 12 anos seja implacavelmente punida e o país volte a ter comando.

As duas decisões envolvem a série de procedimentos irregulares – no caso fiscal – e ilegais – no episódio envolvendo João Vaccari Neto e seus sócios do petrolão – dos quais os governos do PT vêm lançando mão na gestão do país, seja com Dilma Rousseff, seja com Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta cadeia de comando, falta chegar aos chefes.

Vaccari tornou-se o segundo tesoureiro do PT preso em menos de um ano e meio. O antecessor Delúbio Soares cumpre pena em casa por corrupção ativa, praticada na época em que tinha as chaves dos cofres petistas, entre 2000 e 2005. O mensalão que condenou Delúbio virou piada de salão perto do que a turma que inclui Vaccari fez.

Até ontem tesoureiro do partido da presidente da República e que comanda o país desde 2003, Vaccari é suspeito de ter participado de um esquema que pode ter movimentado R$ 2 bilhões, desviados de contratos firmados com a Petrobras e empresas do setor elétrico. Deste valor, uns 30% podem ter ido para o PT.

A presidente Dilma apressou-se em mandar seus porta-vozes espalharem que “fez questão” de que Vaccari nem passasse perto da tesouraria de suas candidaturas à presidente. Alto lá! Na função de tesoureiro do PT, ele repassou R$ 30 milhões para a campanha que reelegeu Dilma em 2014 – dos quais R$ 4,8 milhões foram doados por empresas investigadas na Lava Jato. É dinheiro provavelmente enlameado na reeleição da presidente.

Não custa lembrar também que, além disso, Vaccari ocupou durante anos cargo de conselheiro em Itaipu Binacional, do qual só se afastou neste ano depois de muita cobrança da oposição. Ficou naquela função desde 2003, quando foi nomeado pela então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. O que o agora ex-tesoureiro do PT fazia lá?

Outra: o tesoureiro da campanha de Dilma em 2014 hoje ocupa gabinete privilegiado no Palácio do Planalto. Edinho Silva é agora secretário de Comunicação da Presidência e, nesta função, responsável por negociar com milhares de empresas do ramo no país inteiro. São exatamente repasses fraudulentos em contratos de comunicação que levaram Vaccari à prisão ontem – e também estão sendo investigados na Caixa e no Ministério da Saúde.

A investigação da Justiça identificou depósitos irregulares em gráficas ligadas ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, o mesmo do qual João Vaccari foi presidente e em que também é acusado de desviar dinheiro de mutuários do Bancoop, lesados em negócios imobiliários.

O dinheiro das gráficas foi pago por empreiteiras com contratos com a Petrobras sem que nenhum serviço fosse prestado, e dali repassado para o PT. Ou seja, não são “doações legais”, conforme tem alegado a linha de defesa petista. Um dos ex-diretores da mesma gráfica está hoje lotado na Secretaria-Geral da Presidência da República, mostra O Globo.

O comportamento criminoso reiterado de Vaccari foi determinante para a decretação da sua prisão pela Justiça. Desde março, ele é réu, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, num esquemão que pode ter levado mais de R$ 600 milhões para as arcas do PT, segundo denunciou Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras.

Na função de tesoureiro do PT, Vaccari foi um verdadeiro prodígio. Ele catapultou as doações ao partido como nunca antes na história. Considerando-se apenas anos não eleitorais, elas passaram de R$ 11,2 milhões em 2009, antes de ele assumir o cargo, para R$ 80 milhões em 2013, com o petrolão a todo vapor, informa O Globo.

A esposa, a filha e a cunhada de Vaccari também estão envolvidas, com suspeita de enriquecimento incompatível com a renda. Contudo, Rui Falcão, o presidente do PT, já jurou que Vaccari “nunca pôs dinheiro no bolso”. Desde outubro, o tesoureiro vinha dizendo a amigos que estava “pronto para ser preso”. O que ele fez desde então? Quantas provas terá destruído de lá para cá?

A outra decisão histórica de ontem envolve as “pedaladas” fiscais praticadas pelo governo da presidente Dilma para maquiar as contas públicas. O TCU concluiu que bancos públicos como a Caixa, o Banco do Brasil e o BNDES foram usados para cobrir despesas com programas sociais como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e seguro-desemprego, o que é proibido por lei.

Cerca de R$ 40 bilhões podem ter sido usados para reduzir artificialmente o rombo fiscal do país na era Dilma. Houve, portanto, crime de responsabilidade, em infringência à Lei de Responsabilidade Fiscal. Por isso, 17 atuais e ex-autoridades do governo serão chamadas a responder pela infração, passível de multa e processos.

Algumas delas ainda estão no governo, como os presidentes da Petrobras e do Banco Central, além dos ministros do Planejamento, do Desenvolvimento Social, do Trabalho e da Integração. Outras já se foram, como Guido Mantega, também ex-presidente do conselho de administração da Petrobras durante o petrolão.

Desde o mensalão, protagonistas dos escândalos de corrupção patrocinados pelo PT começaram a acertar contas com a Justiça. Primeiro caíram próceres do partido, como José Dirceu e José Genoino. Agora estão caindo também seus operadores incrustados nas entranhas do aparato estatal, como os ex-diretores da Petrobras presos, além dos donos das chaves dos cofres, como João Vaccari.

Desde então, a grande questão que não cala é: quando as investigações e as punições irão chegar aos chefes desta quadrilha? Com o belo trabalho feito pelo Ministério Público Federal, pela Justiça Federal e pela Polícia Federal, este dia parece estar ficando mais perto. Não há dúvidas de que há motivos de sobra para punir quem esteve e quem está no topo da cadeia de comando, seja da organização criminosa, seja do país, ao longo destes últimos 12 anos.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Partido dos Trambiques, 35 anos

O partido do mensalão e do petrolão comemora hoje seus 35 anos de fundação. Não será surpresa se a celebração de aniversário estiver sendo paga com parte do meio bilhão de reais recebidos como propina pelos petistas ao longo dos últimos dez anos. Assim é a festa do PT desde que chegou ao poder: bancada com dinheiro sujo.

A revelação de que US$ 200 milhões podem ter sido desviados de contratos da Petrobras para as contas do PT faz parte de uma espécie de linha evolutiva do partido. Tudo começou com licitações de ônibus e lixo quando os petistas só haviam conseguido governar municípios e, após a conquista do poder federal, foi ganhando proporção.

Desde a Land Rover de Silvio Pereira à dinheirama em profusão que a Polícia Federal e o Ministério Público desvendam agora, o que mudou foi a dimensão: o carro custava alguns milhares de reais e hoje só se fala em bilhões de dólares. Os negócios à sombra do poder prosperaram e os cofres do partido encheram.

As campanhas eleitorais petistas ilustram o enriquecimento. Quando Lula foi eleito, em 2002, o partido gastou R$ 21 milhões. Na reeleição dele, já com o poder à disposição, foram R$ 85 milhões, valor que chegou a R$ 350 milhões no ano passado, o dobro da primeira vitória de Dilma Rousseff. Parece bem claro o nexo causal entre as novas revelações da Operação Lava Jato e a escalada. Ou não?

Desde a chegada do PT ao poder, o pagamento de propinas dentro da maior empresa brasileira tornou-se “algo endêmico e institucionalizado”, segundo a delação feita por Pedro José Barusco, ex-gerente da área de Serviços da estatal. No centro das operações estava João Vaccari Neto, o tesoureiro que substituiu o hoje presidiário Delúbio Soares na função de arrecadador do partido.

O mesmo Vaccari já se meteu em desvios que lesaram mais de 3 mil mutuários do Bancoop em até R$ 170 milhões, quando era presidente do sindicato dos bancários de São Paulo. O mesmo Vaccari esteve na coordenação da primeira campanha de Dilma e até 15 dias atrás tinha assento no conselho de administração de outra gigante estatal, a Itaipu Binacional. Que funções ele cumpria lá?

As novas revelações da nona fase da Operação Lava Jato sugerem que o PT pode ter sido reincidente nos mesmos crimes confessados por Duda Mendonça quando flagrado na CPI dos Correios, em 2005: lavagem de dinheiro, crimes de ordem tributária e, sobretudo, eleitoral, pela suspeita de terem financiado as últimas campanhas petistas.

Assombra que, diante de tamanho descalabro, a presidente da República tenha buscado uma solução para a Petrobras para “agradar e não ferir suscetibilidades do PT”, enquanto os petistas hipotecam solidariedade e prometem desagravo a Vaccari, porque ele “nunca pôs dinheiro no bolso”.

Com tanta desfaçatez, o Partido dos Trabalhadores deveria aproveitar a festa de hoje e rebatizar-se. Fica uma sugestão: Partido dos Trambiques.