As gravações divulgadas nos últimos dias revelam mais do que apenas a evidente intenção da presidente da República de obstruir o trabalho da Justiça e impedir a punição de delinquentes. Mostram também quem, de fato, manda no governo. Das conversas, resta evidente que Dilma Rousseff é mera figura decorativa. Se nem seus subordinados confiam na condução do país pelas mãos dela, por que os brasileiros deveriam confiar?
Das interceptações autorizadas pela Justiça sobressai um Luiz Inácio Lula da Silva no amplo domínio do poder. Ele dá ordens, determina iniciativas, cobra providências, espinafra desafetos e lança impropérios a torto e a direito. Chega a ser constrangedora a vassalagem de ministros de Estado ao chefe, tratado na prática como o capo da organização a quem todos devem amedrontada obediência.
Nas gravações, Lula age com destemor diante das ameaças, investe contra críticos, achincalha os poderes da República, desrespeita as instituições. Move-se como um poderoso chefão.
Não apenas seu vocabulário é típico do linguajar corrente em facções criminosas; as atitudes são também igualmente delinquentes. O ex-presidente – ou o melhor seria dizer o “ainda presidente”, já que pela conduta ele parece nunca ter deixado o posto? – mostra-se muito à vontade para mandar e desmandar.
Das conversas, confirma-se uma Dilma Rousseff tratada como detalhe menor dentro do projeto de poder do PT. O que conta é o que Lula diz e ordena: enquadrar a Receita Federal, partir para cima dos investigadores da Justiça, amedrontar o Supremo Tribunal Federal, disciplinar ministros de Estado, tocar o terror no Congresso e insuflar as massas (estas cada vez mais diminutas) para defender a sobrevivência petista.
É este mesmo Lula onisciente e onipotente que afirma, sempre que flagrado em mais uma nova falcatrua, que “não sabia” de nada. Quem há de crer? Desde o mensalão até o petrolão, passando pela manipulação de leis em troca de contratos bilionários, pelos favorecimentos a empreiteiras, o petista sempre se apresenta como um tolo, quando na realidade é o artífice de tudo. É quem tem o domínio dos fatos.
Numa prova de que o Brasil não aceita ser transformado numa republiqueta como Lula e companhia pensam que somos, a resposta tanto das instituições quanto do povo veio de imediato. Afora seus seguidores cegos, ninguém irá tolerar as afrontas do agora primeiro-ministro, nem contemporizar com aquela que lhe entregou, agora formalmente, todo o poder – com toda pompa e nenhuma circunstância na cerimônia em tom de palanque realizada ontem dentro do Palácio do Planalto. Eles talvez ainda não tenham se dado conta, mas o tempo deles acabou.
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sábado, 19 de março de 2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
Tchau, querida
Os acontecimentos das últimas horas, desde a tarde de ontem, deixam claro de que lado a presidente da República, seu tutor (e agora primeiro-ministro) e seu partido estão: do crime, da corrupção, da obstrução da Justiça e contra a maioria do povo brasileiro. O governo do PT só governa para si mesmo. Abandonou, definitivamente, o Brasil. Tornou-se o comando-geral de uma facção.
Esta quarta-feira, 16 de março, ficará marcada na história brasileira como o dia do escárnio, da vergonha, do acinte. O dia em que a presidente da República foi flagrada agindo desabridamente para livrar Luiz Inácio Lula da Silva da prisão iminente, acusado que é de crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O dia em que, ao nomear um investigado da Justiça ministro-chefe da Casa Civil, Dilma deu um murro na dignidade dos brasileiros.
Todo o enredo em que Dilma, Lula e a turma de petistas despontam nas gravações trazidas a púbico ontem pelo juiz Sergio Moro é repugnante. O desdém com que abordam interesses do país, a desfaçatez com que tramam contra a república, o destemor com que se lançam em ameaças abertas contra as instituições do Estado democrático de Direito não são atos de quem preze uma nação como o Brasil. São iniciativas típicas de gangues, coisas de gângsteres.
Nas gravações transparecem o deboche e a postura beligerante do agora primeiro-ministro petista. O tom é de cizânia, o clima é de guerra, a ordem é de intimidação a quem quer que se interponha na frente do projeto do PT de livrar-se das grades. Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal, Ministério Público, Receita Federal – todos “têm que ter medo” dos petistas, como rosna Lula numa das conversas, com o deputado Wadih Damous. É a estratégia do terror.
A resposta dos brasileiros, que recuperaram sua capacidade de se indignar e de não aceitar passivamente o avanço da marcha da insensatez, do desrespeito e do vale-tudo, foi imediata. Ontem à noite, milhares de pessoas foram, espontaneamente, para as ruas extravasar sua indignação, sua revolta, sua repulsa ao estado atual das coisas no país. O compromisso é de manter a mobilização, até que o puído governo caia.
Não parece, contudo, haver limites para os que se lançam na destruição política, social, econômica, moral e ética do Brasil. Dilma, Lula e seus sequazes continuam agindo para barrar a Justiça, impedir a punição de crimes, manter o país no oceano de lama em que o PT nos afundou. Assim foi, novamente, na manhã desta quinta-feira durante a cerimônia de posse do ex-presidente e mais três ministros no Palácio do Planalto.
A presidente da República fez um discurso de líder de facção, de palanque, de animadora de auditório. Atacou instituições, ameaçou a Justiça e investiu contra seus críticos – ela que, quando em apuros, costuma acenar com a possibilidade de diálogos tão falsos quanto sua outrora suposta capacidade gestora.
Enquanto Dilma rasgava a fantasia e, numa cerimônia oficial, avançava contra os brios dos brasileiros, chamando-os de “golpistas”, a claque petista que lotava o auditório transformava a sede do governo em comitê de campanha. No dia que ficará marcado como aquele em que renunciou na prática ao cargo e entregou o poder ao tutor de quem nunca se desvencilhou, Dilma Rousseff se reduziu a uma sombra nas sombras, tornou à condição de poste que jamais teve luz.
Aqueles que se valem dos mais espúrios métodos para se preservar no poder, para evitar o encontro de contas com a Justiça e para manter o Brasil na marcha rumo ao atraso não conseguirão prosperar. A sociedade brasileira já deixou claro, de uma vez por todas, que não aceitará que o país seja transformado em playground dos petistas, nem numa pocilga. A hora desta gente acabou, a lâmina do impeachment está para ser acionada, enxotando o PT da vida nacional. Logo logo, Dilma vai ouvir das ruas, e não de um jocoso Lula: “Tchau, querida.”
Esta quarta-feira, 16 de março, ficará marcada na história brasileira como o dia do escárnio, da vergonha, do acinte. O dia em que a presidente da República foi flagrada agindo desabridamente para livrar Luiz Inácio Lula da Silva da prisão iminente, acusado que é de crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O dia em que, ao nomear um investigado da Justiça ministro-chefe da Casa Civil, Dilma deu um murro na dignidade dos brasileiros.
Todo o enredo em que Dilma, Lula e a turma de petistas despontam nas gravações trazidas a púbico ontem pelo juiz Sergio Moro é repugnante. O desdém com que abordam interesses do país, a desfaçatez com que tramam contra a república, o destemor com que se lançam em ameaças abertas contra as instituições do Estado democrático de Direito não são atos de quem preze uma nação como o Brasil. São iniciativas típicas de gangues, coisas de gângsteres.
Nas gravações transparecem o deboche e a postura beligerante do agora primeiro-ministro petista. O tom é de cizânia, o clima é de guerra, a ordem é de intimidação a quem quer que se interponha na frente do projeto do PT de livrar-se das grades. Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal, Ministério Público, Receita Federal – todos “têm que ter medo” dos petistas, como rosna Lula numa das conversas, com o deputado Wadih Damous. É a estratégia do terror.
A resposta dos brasileiros, que recuperaram sua capacidade de se indignar e de não aceitar passivamente o avanço da marcha da insensatez, do desrespeito e do vale-tudo, foi imediata. Ontem à noite, milhares de pessoas foram, espontaneamente, para as ruas extravasar sua indignação, sua revolta, sua repulsa ao estado atual das coisas no país. O compromisso é de manter a mobilização, até que o puído governo caia.
Não parece, contudo, haver limites para os que se lançam na destruição política, social, econômica, moral e ética do Brasil. Dilma, Lula e seus sequazes continuam agindo para barrar a Justiça, impedir a punição de crimes, manter o país no oceano de lama em que o PT nos afundou. Assim foi, novamente, na manhã desta quinta-feira durante a cerimônia de posse do ex-presidente e mais três ministros no Palácio do Planalto.
A presidente da República fez um discurso de líder de facção, de palanque, de animadora de auditório. Atacou instituições, ameaçou a Justiça e investiu contra seus críticos – ela que, quando em apuros, costuma acenar com a possibilidade de diálogos tão falsos quanto sua outrora suposta capacidade gestora.
Enquanto Dilma rasgava a fantasia e, numa cerimônia oficial, avançava contra os brios dos brasileiros, chamando-os de “golpistas”, a claque petista que lotava o auditório transformava a sede do governo em comitê de campanha. No dia que ficará marcado como aquele em que renunciou na prática ao cargo e entregou o poder ao tutor de quem nunca se desvencilhou, Dilma Rousseff se reduziu a uma sombra nas sombras, tornou à condição de poste que jamais teve luz.
Aqueles que se valem dos mais espúrios métodos para se preservar no poder, para evitar o encontro de contas com a Justiça e para manter o Brasil na marcha rumo ao atraso não conseguirão prosperar. A sociedade brasileira já deixou claro, de uma vez por todas, que não aceitará que o país seja transformado em playground dos petistas, nem numa pocilga. A hora desta gente acabou, a lâmina do impeachment está para ser acionada, enxotando o PT da vida nacional. Logo logo, Dilma vai ouvir das ruas, e não de um jocoso Lula: “Tchau, querida.”
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quinta-feira, 17 de março de 2016
Os aloprados atacam novamente
No governo Dilma Rousseff, falta tudo, menos emoção. A cada dia, revela-se uma nova faceta do esquema criminoso que tomou conta do país nos últimos anos. Resta cada vez mais evidente que a presidente da República está envolvida até o último fio de cabelo na tentativa de obstruir o trabalho da Justiça, de comprar o silêncio de testemunhas e de driblar as investigações que estão passando o Brasil a limpo.
Ontem vieram a público gravações em que o ministro da Educação lança-se a campo para tentar convencer o senador Delcídio do Amaral a não colaborar com as investigações desenvolvidas no âmbito da Operação Lava Jato. Aloizio Mercadante faz relembrar, em cores vívidas, suas tresloucadas investidas anteriores, quando, em 2006, comandou uma operação para forjar documentos para tentar incriminar líderes do PSDB, no lendário “escândalo dos aloprados”.
De novo, sobressai o uso do poder do Estado posto a serviço de uma causa partidária. Neste caso, impedir que as apurações do Ministério Público chegassem à presidente da República, bem como avançassem sobre o ex-presidente Lula e sobre o PT. As tentativas de interferência no andamento da Justiça por parte dos petistas são recorrentes.
Político mais próximo de Dilma, Mercadante tentou comprar o silêncio de Delcídio assim como anteriormente ela e José Eduardo Cardozo já haviam articulado a nomeação de um ministro para o STJ para tentar salvar empreiteiros da prisão.
Ontem vieram a público gravações em que o ministro da Educação lança-se a campo para tentar convencer o senador Delcídio do Amaral a não colaborar com as investigações desenvolvidas no âmbito da Operação Lava Jato. Aloizio Mercadante faz relembrar, em cores vívidas, suas tresloucadas investidas anteriores, quando, em 2006, comandou uma operação para forjar documentos para tentar incriminar líderes do PSDB, no lendário “escândalo dos aloprados”.
De novo, sobressai o uso do poder do Estado posto a serviço de uma causa partidária. Neste caso, impedir que as apurações do Ministério Público chegassem à presidente da República, bem como avançassem sobre o ex-presidente Lula e sobre o PT. As tentativas de interferência no andamento da Justiça por parte dos petistas são recorrentes.
Político mais próximo de Dilma, Mercadante tentou comprar o silêncio de Delcídio assim como anteriormente ela e José Eduardo Cardozo já haviam articulado a nomeação de um ministro para o STJ para tentar salvar empreiteiros da prisão.
Da mesma maneira, a presidente da República envolve-se agora na escalação de Lula para o ministério a fim de livrá-lo do risco de ir para o xadrez por decisão de Sergio Moro. O ex-presidente, por sua vez, também já se lançara diretamente em articulações para silenciar Nestor Cerveró e Marcos Valério.
A pergunta que fica é: em que tais iniciativas atendem o interesse do país? O que ganha a população com as atitudes do governo e do PT? A resposta para as duas questões é a mesma: nada.
A pergunta que fica é: em que tais iniciativas atendem o interesse do país? O que ganha a população com as atitudes do governo e do PT? A resposta para as duas questões é a mesma: nada.
São todas atitudes com único objetivo: brecar o avanço da Justiça e a ameaça de punição. A presidente, seu tutor e seu partido estão ensimesmados em buscar apenas de salvar suas peles. A dos brasileiros, eles já condenaram ao braseiro da crise, do desalento e da desilusão.
Para que não restem dúvidas, vale reproduzir declaração dada ontem por Delcídio, logo após virem a público as gravações que mostram Mercadante agindo para sabotar as investigações: “Fui escalado, como líder do governo, pela Dilma e pelo Lula para barrar a Lava Jato”, afirmou a’O Globo.
De tudo isso, resulta claríssimo que há carradas de razão para que a Procuradoria-Geral da República abra investigação sobre a participação da presidente da República nos esquemas criminosos. Há rios de argumentos para que Dilma Rousseff responda por mais estes crimes de responsabilidade, em afronta à probidade administrativa. Há mais um caminhão de motivos para os brasileiros quererem se ver livres dela, de Lula e do PT.
Para que não restem dúvidas, vale reproduzir declaração dada ontem por Delcídio, logo após virem a público as gravações que mostram Mercadante agindo para sabotar as investigações: “Fui escalado, como líder do governo, pela Dilma e pelo Lula para barrar a Lava Jato”, afirmou a’O Globo.
De tudo isso, resulta claríssimo que há carradas de razão para que a Procuradoria-Geral da República abra investigação sobre a participação da presidente da República nos esquemas criminosos. Há rios de argumentos para que Dilma Rousseff responda por mais estes crimes de responsabilidade, em afronta à probidade administrativa. Há mais um caminhão de motivos para os brasileiros quererem se ver livres dela, de Lula e do PT.
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