O resultado do PIB divulgado na sexta-feira fez os brasileiros sentirem saudade da vergonha que o país passou com a goleada sofrida para a Alemanha na Copa do Mundo. Estamos agora no país do 8 x 0: oito de inflação e zero de crescimento. Bons tempos aqueles em que o Brasil só perdia de sete e ainda conseguia fazer um...
O modelo econômico adotado pelo PT a partir de 2009 produziu a ruína atual, em que a economia não apenas não cresce como encolhe; a inflação descolou da meta para sabe-se lá quando voltar; o mercado de trabalhos passou a eliminar empregos e o setor produtivo está virtualmente petrificado, sem ânimo nem dinheiro para investir.
No país do 8 x 0, o Brasil teve o 37° pior crescimento entre os 40 países da OCDE que já divulgaram o resultado de seus PIBs do ano passado. Também registrou a média anual mais baixa (2,1%) desde a anotada por Fernando Collor de Mello.
No país do 8 x 0, o PIB per capita só cresceu 1,2% ao ano em média desde que Dilma Rousseff assumiu o governo, em 2011. Mantido o atual ritmo, a renda dos brasileiros demorará quase 60 anos para dobrar – apenas para comparar, na China isso acontece a cada dez anos...
Na prancheta dos técnicos, os prognósticos são de retranca ainda mais brava pela frente. Se as estimativas de analistas de mercado estiverem corretas, a média de crescimento do PIB no segundo mandato de Dilma cairá a 1,2% ao ano, já incluída a recessão certa deste 2015. Mais: a renda per capita vai continuar diminuindo e os brasileiros, empobrecendo.
No país do 8 x 0, o Brasil é a economia com a segunda maior inflação entre as 26 que adotam o regime de metas em todo o mundo. Por enquanto, perdemos apenas para Gana, depois de recentemente termos tomado o vice-campeonato da Turquia.
No país do 8 x 0, o desemprego agora também caminha para a faixa dos 8%, com a renda em queda forte – a de fevereiro foi a maior em dez anos. Nos últimos três meses foram eliminados 640 mil empregos e a perspectiva é de novos cortes, dada a paralisia geral que acomete os negócios no país neste momento.
O comportamento dos investimentos é um capítulo à parte da debacle atual. Há seis trimestres, ou seja, há um ano e meio, eles caem sem parar, acumulando tombo de 7,7% no período. Trata-se da mais longa queda desde o início da atual série estatística das contas nacionais, iniciada em 1996. O Banco Central prevê nova baixa, de 6%, em 2015.
Hoje o Brasil é uma economia derrotada, sem perspectivas de virar o jogo. O time é ruim, a técnica é desastrosa e seus jogadores costumam bater cabeça. Neste campeonato de pernas de pau, sobra para a plateia na arquibancada pagar ingressos cada vez mais caros. O estádio vai acabar ficando vazio.
Mostrando postagens com marcador pib 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pib 2014. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 31 de março de 2015
sábado, 28 de março de 2015
PIB nota zero
Dilma Rousseff encerrou seu primeiro mandato com um pibizinho digno de nota zero. O 0,1% de crescimento divulgado nesta manhã pelo IBGE é o pior resultado registrado pela economia brasileira desde 2009 e um dos mais baixos em todo o mundo. Não há outro diagnóstico possível: até agora, o governo dela foram quatro anos jogados no lixo.
Alguns petistas graduados adoram inventar que “gente não come PIB”. Mas o fato é que o PIB estagnado de 2014 representa menos produção, menos investimento, menos emprego, menos dinheiro no bolso e menos consumo. É precisamente o que está acontecendo com o Brasil.
Os brasileiros estão ficando mais pobres. Um dos resultados mais notáveis divulgados nesta manhã pelo IBGE é a queda de 0,7% no PIB per capita. Ou seja, efetivamente a renda de cada brasileiro ficou menor no ano passado. A última vez que isso ocorreu foi na crise global de 2009. Dilma faz história...
Reforça a constatação de empobrecimento a redução de 0,5% no salário real em fevereiro, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, medida pela Pesquisa Mensal de Emprego divulgada ontem também pelo IBGE. Trata-se da maior queda em quase dez anos – entre trabalhadores sem carteira, a baixa foi de 4,3% e nos por conta própria, de 3,8%.
Entre os resultados mais negativos do PIB, está a queda acentuada dos investimentos, que recuaram 4,4%. A indústria caiu 1,2%, com baixa ainda maior (3,8%) em seu segmento outrora mais dinâmico, o de transformação. Construção civil (-2,6%) e comércio (-1,8%) mostram que o investimento estancou e o dinheiro que antes irrigava o consumo sumiu.
Não fosse a revisão metodológica feita pelo IBGE, o Brasil teria tido recessão no ano passado. Mesmo assim, mal saímos da vizinhança do zero. Como os erros do primeiro mandato foram grandes demais, neste ano a economia deverá cobrar seu preço e, infelizmente, o PIB do país deve cair, segundo já admite até o Banco Central em seus prognósticos. A dúvida é apenas o tamanho do tombo: 0,5%, 0,8%, 1%, 2%...
Nem a generosa revisão dos resultados de 2011 a 2013 livrou o governo Dilma de levar o país a crescer meros 2,1% em média ao longo de seu primeiro mandato. A petista eterniza-se, desta maneira, entre os três piores presidentes da história republicana brasileira em termos de crescimento econômico.
Entre 40 países que já divulgaram o PIB de 2014, o Brasil desponta na 37ª posição, superando apenas Japão, Finlândia e Itália, que tiveram crescimento negativo no ano passado, segundo a OCDE. (Ontem, o Uruguai divulgou seu PIB de 2014, com alta de “apenas” 3,5%, a 12ª consecutiva. Dá inveja?)
Alguns petistas graduados adoram inventar que “gente não come PIB”. Mas o fato é que o PIB estagnado de 2014 representa menos produção, menos investimento, menos emprego, menos dinheiro no bolso e menos consumo. É precisamente o que está acontecendo com o Brasil.
Os brasileiros estão ficando mais pobres. Um dos resultados mais notáveis divulgados nesta manhã pelo IBGE é a queda de 0,7% no PIB per capita. Ou seja, efetivamente a renda de cada brasileiro ficou menor no ano passado. A última vez que isso ocorreu foi na crise global de 2009. Dilma faz história...
Reforça a constatação de empobrecimento a redução de 0,5% no salário real em fevereiro, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, medida pela Pesquisa Mensal de Emprego divulgada ontem também pelo IBGE. Trata-se da maior queda em quase dez anos – entre trabalhadores sem carteira, a baixa foi de 4,3% e nos por conta própria, de 3,8%.
Entre os resultados mais negativos do PIB, está a queda acentuada dos investimentos, que recuaram 4,4%. A indústria caiu 1,2%, com baixa ainda maior (3,8%) em seu segmento outrora mais dinâmico, o de transformação. Construção civil (-2,6%) e comércio (-1,8%) mostram que o investimento estancou e o dinheiro que antes irrigava o consumo sumiu.
Não fosse a revisão metodológica feita pelo IBGE, o Brasil teria tido recessão no ano passado. Mesmo assim, mal saímos da vizinhança do zero. Como os erros do primeiro mandato foram grandes demais, neste ano a economia deverá cobrar seu preço e, infelizmente, o PIB do país deve cair, segundo já admite até o Banco Central em seus prognósticos. A dúvida é apenas o tamanho do tombo: 0,5%, 0,8%, 1%, 2%...
Nem a generosa revisão dos resultados de 2011 a 2013 livrou o governo Dilma de levar o país a crescer meros 2,1% em média ao longo de seu primeiro mandato. A petista eterniza-se, desta maneira, entre os três piores presidentes da história republicana brasileira em termos de crescimento econômico.
Entre 40 países que já divulgaram o PIB de 2014, o Brasil desponta na 37ª posição, superando apenas Japão, Finlândia e Itália, que tiveram crescimento negativo no ano passado, segundo a OCDE. (Ontem, o Uruguai divulgou seu PIB de 2014, com alta de “apenas” 3,5%, a 12ª consecutiva. Dá inveja?)
Assinar:
Postagens (Atom)
