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sábado, 26 de novembro de 2016

A mudança começa nas cidades

É imenso o desafio que aguarda os prefeitos que assumirão ou continuarão seus mandatos a partir do próximo ano. Numa realidade envolta em crise, com recursos em baixa e obrigações sempre crescentes, mais que nunca a boa gestão terá que dar a tônica para que os interesses dos cidadãos prevaleçam.

Na maioria dos 5.568 municípios brasileiros, a situação é muito delicada. A recessão deprimiu a atividade econômica, cortou empregos e comprimiu as receitas dos governos. As despesas, em boa parte vinculadas por comandos constitucionais, não param de aumentar. Alguns números resumem o descompasso.

Os gastos das prefeituras com pessoal aumentaram 31% acima da inflação desde 2010. Já as despesas com inativos - ou seja, o pagamento de aposentadorias e pensões - cresceram 52% no mesmo período. Não há dinheiro que dê conta disso - a menos que se considere razoável esfolar ainda mais a população com mais impostos.

Com o aumento das despesas, a saída das prefeituras foi cortar investimentos. A queda foi de 3%, considerando o período entre 2010 e 2015, e de 13% apenas na virada de 2014 para 2015. A consequência é visível, na forma da perda de qualidade dos serviços públicos oferecidos à população.

Como superar isso? Mais que nunca, é de bons gestores e da boa política que as cidades e os cidadãos precisam: equilibrar gastos e receitas, dar uso correto ao dinheiro que é pago pelos cidadãos, cuidar melhor das pessoas. São todas marcas do modo tucano de governar.

Também mais que nunca, num momento grave e difícil como o atual, as boas gestões devem ter um olhar prioritário para os mais pobres. O histórico de boas práticas e políticas públicas criadas pelo PSDB está aí para inspirar novas e inovadoras iniciativas: o Saúde da Família, a Bolsa Escola, o Fundef - ora seguidos pelo recém-criado Cartão Reforma. É prova de que sabemos estabelecer prioridades para o orçamento público e direcionar os recursos para quem mais precisa.

Felizmente, as prefeituras ainda estão em melhores condições financeiras que os estados e, principalmente, que o governo federal, alquebrado pelos 13 anos de gestões do PT. Prova de que, mesmo com todas as dificuldades, os prefeitos têm sido mais responsáveis, têm percebido mais as necessidades e têm olhado mais pela população.

A hora agora é de reconstrução de um país que foi destroçado pela irresponsabilidade petista. Será nos municípios que esta transformação irá começar. O papel dos 803 prefeitos eleitos pelo PSDB a partir do próximo ano é demonstrar, com trabalho e resultados, que a missão da boa política é simples, embora nada fácil: melhorar a vida das pessoas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Recados das urnas

Para muito além do voto, o comportamento dos eleitores fornece boas pistas para quem busca exercer a boa política. Os sinais que emanam das eleições encerradas neste domingo obrigam os legisladores a procurar reconstruir o arcabouço legal que rege o processo eleitoral, o funcionamento dos partidos e a atividade parlamentar com o objetivo maior de aproximar representantes de representados.

Um dos aspectos mais ressaltados destas eleições municipais foi o alto grau de votos brancos e nulos em determinados pleitos. Em média, nos 57 municípios onde houve segundo turno, 13,2% dos que compareceram para votar optaram por estas duas alternativas. Em capitais como Rio e Belo Horizonte, o percentual ultrapassou 20%.

Associado a isso estão as abstenções, que, na média, também para este mesmo conjunto de municípios, atingiram 20,8%. Os casos mais agudos ocorreram em Ribeirão Preto (SP) e Petrópolis (RJ), ambas com pouco mais de 27%. Nestes casos, sempre podem estar embutidas distorções em função da defasagem dos cadastros da Justiça Eleitoral. 

De todo modo, são ambas expressões distintas de um mesmo fenômeno: certa repulsa do eleitor ao modo como a política brasileira vem sendo realizada. Em sentido mais estrito, são um recado direto da aversão da população à forma como o país foi conduzido nos últimos anos, notadamente de repúdio à corrupção transformada em método de gestão pelos governos do PT e à malversação de recursos públicos, executada com o mesmo propósito de hegemonia política.

Neste sentido, os resultados que exprimem vitória generalizada do PSDB em 804 municípios e, também, de partidos alinhados ao novo governo, bem como a derrocada do PT e seus antigos satélites, indicam que a população cobrará dos gestores ora eleitos absoluta responsabilidade no trato da coisa pública, foco na qualidade dos serviços oferecidos ao público e absoluto zelo ético.

Os sinais que emanam das urnas vão além, contudo. A fragmentação partidária – apenas quatro das 35 legendas não elegeram prefeitos e 13 dividirão os governos das 26 capitais – não colabora para o fortalecimento da nossa democracia; antes, a fragiliza, por dificultar o debate ilustrado dos reais problemas do país: como fazê-lo com tantos, e, em muitos casos, tão pouco representativos, sentados à mesa?

Disso emerge a constatação imperativa de que a política precisa, e deve, ser reformada. Primeiro para que o voto valha e para que o eleitor eleja de fato aqueles em quem votou – isso se aplica, sobretudo, às eleições proporcionais. Segundo, para que a política represente efetivamente anseios, visões e divisões da sociedade – e não interesses, em alguns casos, quase individuais. Os resultados das urnas demonstram que o eleitor cobra mudanças. Resta a quem faz a política levá-las adiante.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Vitória do Brasil

Os resultados das eleições municipais concluídas ontem expressam uma considerável mudança de rumos no país. Os brasileiros foram às urnas dizer que querem novas formas de fazer política, a recuperação de valores que vinham esquecidos nos últimos tempos e a prevalência do interesse público sobre projetos partidários de poder, pondo fim ao que foi a marca das gestões do PT.

Das eleições, o PSDB emergiu como o principal vitorioso nas escolhas de prefeitos e vereadores. Ontem, o partido venceu em 14 dos 19 municípios onde concorreu neste segundo turno.

Entre as capitais, triunfou em 5 das 8 onde disputou neste domingo: Belém, Maceió, Manaus, Porto Alegre e Porto Velho. Elas se juntam a São Paulo e Teresina, o que perfaz total de sete capitais sob gestão tucana a partir de 1° de janeiro de 2017. O partido manteve as quatro capitais que havia conquistado em 2012.

No cômputo total, o PSDB tornou-se vencedor em 807 municípios brasileiros nestas eleições, o que representa alta de 16% em relação aos resultados de 2012. Foi o melhor desempenho desde 2004.

Nestas 807 localidades vivem 48,8 milhões de pessoas. Ou seja, praticamente um em cada quatro brasileiros estarão sob governos do PSDB a partir de janeiro de 2017. Nenhum outro partido terá tamanha população sob a sua responsabilidade. O partido também irá administrar orçamentos que somam R$ 166,2 bilhões.

No grupo das 92 cidades com mais de 200 mil eleitores, o PSDB sagrou-se vencedor em 28, praticamente um terço. Neste segundo turno, os 19 candidatos tucanos obtiveram 4,1 milhões de votos. Na primeira rodada, haviam recebido 17,5 milhões de votos.

Num balanço geral, os resultados das eleições municipais demonstram que, na primeira oportunidade em que o eleitorado pôde escolher seus governantes depois de encerrado o ciclo do PT, optou massivamente pelo PSDB.

O partido de Lula, Dilma e José Dirceu sai destas eleições praticamente dizimado. Ontem foi derrotado em todos os sete segundos turnos de que participou; no cômputo geral, viu seu espectro de poder municipal baixar de 638 para 254 cidades.

Com o voto dados nestas eleições, os brasileiros expressaram, de forma inequívoca, confiança no modo tucano de governar e fazer política, consolidando uma tendência e uma ideologia que vêm se fortalecendo desde as eleições presidenciais de 2014.

Os 807 tucanos eleitos pelo Brasil afora têm agora a responsabilidade de honrar o voto depositado nas urnas, ajudar o Brasil a reconstruir sua trajetória e superar a destruição patrocinada pelo PT. Há todo um país à espera de novos e melhores caminhos. Mãos à obra.

sábado, 29 de outubro de 2016

A segunda onda

Neste domingo, os eleitores de 54 municípios voltarão às urnas para eleger seus novos prefeitos. O segundo turno das eleições municipais deve concluir o desenho do novo mapa político e partidário do país, em que as forças que combateram e resistiram aos governos petistas passarão a ser predominantes.

As eleições ocorrerão em 18 capitais e 36 municípios com mais de 200 mil eleitores em que nenhum candidato obteve a maioria dos votos válidos na votação do último dia 2 de outubro. O PSDB disputa as prefeituras de 19 destas cidades.

Entre as capitais estão: Belém, com Zenaldo Coutinho; Belo Horizonte, com João Leite; Campo Grande, com Rose Modesto; Cuiabá, com Wilson Santos; Maceió, com Rui Palmeira; Manaus, com Artur Virgílio Neto; Porto Alegre, com Nelson Marchezan Júnior, e Porto Velho, com Hildon Chaves. Eles poderão se somar aos prefeitos já eleitos de São Paulo, João Doria Junior, e Teresina, Firmino Filho.

Os demais municípios onde o PSDB disputa o segundo turno são: Blumenau (SC), Caruaru (PE), Caucaia (CE), Contagem (MG), Franca (SP), Jundiaí (SP), Ribeirão Preto (SP), Santa Maria (RS), Santo André (SP), São Bernardo do Campo (SP) e Vila Velha (ES).

Destas cidades, 16 tiveram pesquisas de segundo turno registradas na Justiça Eleitoral. Nelas, os candidatos tucanos lideram ou aparecem em situação de empate técnico em 14 municípios, dos quais sete são capitais. No primeiro turno, o PSDB foi vitorioso em 15 centros urbanos com mais de 200 mil eleitores.

Com isso, o partido caminha para confirmar a condição de grande vencedor das eleições deste ano. Na primeira rodada, há três semanas, os tucanos elegeram 793 prefeitos, com alta de 14% no número de municípios governados em relação a 2012. Foi o melhor resultado em pleitos municipais desde 2004.

Agora estão em jogo cidades cuja população soma 15,9 milhões de pessoas. Em primeiro turno, o PSDB já sagrou-se vencedor em municípios que abrigam 37,5 milhões de cidadãos. Isso significa que o partido pode, a depender dos resultados de domingo, passar a ter um quarto da população brasileira sob sua gestão a partir de 1° de janeiro de 2017.

O desempenho tucano nestas eleições chancela a avaliação de que a sociedade brasileira clama por novos rumos para o país, distintos do caminho pelo qual o PT produziu a maior crise econômica da nossa história e protagonizou o maior escândalo de corrupção de que se tem notícia.

É imensa a responsabilidade dos gestores que obterão das urnas a delegação de reconstruir o Brasil e de fazer a população voltar a ter esperanças positivas. Igualmente significativas serão as dificuldades a serem enfrentadas em prefeituras cujas finanças foram destroçadas pela irresponsabilidade e pela recessão. Será hora de mostrar quem, de fato, tem mais capacidade de melhor governar e fazer bem ao país.

sábado, 8 de outubro de 2016

A onda que varreu o Brasil

Uma análise pormenorizada dos resultados do primeiro turno da eleição municipal ocorrida nesta semana mostra que o bom desempenho tucano não se limitou a importantes vitórias nos principais centros do país. O partido consolidou suas bases onde já tem presença expressiva, como São Paulo, Minas Gerais e Goiás, mas disseminou sucessos por todo o Brasil.

Em 14 dos 26 estados, o PSDB ampliou o número de prefeituras governadas. O maior salto, tanto em termos absolutos quanto percentuais, foi no Mato Grosso: mais 35 prefeituras em relação a 2012, com alta de 1.200%. No cômputo geral, o PSDB elegeu mais 98 prefeitos em relação a 2012, com crescimento de 14%, segundo balanço que acaba de ser publicado pelo Instituto Teotônio Vilela.

Em 18 dos 26 estados, a votação dada a candidatos a prefeito neste ano cresceu em relação a quatro anos atrás. Novamente o Mato Grosso liderou, multiplicando a votação tucana por sete entre as eleições de 2012 e de 2016. No geral, a votação em candidatos a prefeitos tucanos aumentou 3,7 milhões de votos, ou 26%.

Mesmo estados onde o desempenho eleitoral do PSDB não havia sido satisfatório nas últimas eleições, o partido avançou muito no domingo passado: no Rio, embora tenha conseguido eleger apenas o mesmo número de prefeitos de quatro anos atrás (dois), a votação recebida pelos candidatos do PSDB aumentou 331%.

Regionalmente, o PSDB manteve-se forte no Sudeste, Sul e Centro-Oeste e avançou em quase todo o Nordeste e Norte. Na Bahia, por exemplo, o crescimento foi expressivo: dez prefeituras a mais e alta de 208% nos votos recebidos pelos candidatos a prefeito do PSDB em comparação com 2012.

Os resultados tucanos no primeiro turno representam, segundo analisa O Estado de S. Paulo em reportagem sobre o documento produzido pelo ITV, “crescimento exponencial no número de votantes em alguns centros metropolitanos considerados estratégicos para a disputa presidencial de 2018”.

Mato Grosso do Sul e Alagoas foram, proporcionalmente, os estados onde as candidaturas tucanas foram mais bem sucedidas. A taxa de sucesso, ou seja, o total de vitórias em relação ao número de candidaturas, chegou, respectivamente, a 64% e 63%. No geral, a taxa de sucesso de candidatos tucanos foi de 45%, a mais alta entre os maiores partidos: foram 793 vitórias para um total de 1.757 candidaturas apresentadas.

Nesta eleição, o PSDB lançou 238 candidatos à reeleição. Destes, 129 foram vitoriosos em primeiro turno, o que resulta numa taxa de êxito de 54%. Há, ainda, mais cinco prefeituras onde o partido busca reeleger seus prefeitos na disputa de 30 de outubro.

Quando se consideram todos os municípios onde o PSDB atualmente é governo e lançou candidato próprio, o partido obteve 263 vitórias num universo de 480 candidaturas. A taxa de sucesso, neste caso, foi de 54,5%. No caso do PT, o índice ficou em 31%.

Em 312 municípios do país houve confrontos diretos entre candidatos do PSDB e do PT. Destes, em 114 o PSDB foi vitorioso, enquanto o PT saiu-se melhor em apenas 34.

Dos 630 municípios atualmente administrados por petistas, em 45 o PT tentou manter-se na prefeitura e teve, entre seus oponentes, um adversário do PSDB. Em apenas nove destes locais (20% do total), o PT saiu-se vencedor, enquanto em 17 (37,8%) os tucanos ganharam a eleição.

Os números demonstram que o sucesso tucano teve amplo alcance, numa onda de proporções nacionais. Sinalizam também que o eleitorado aprovou e chancelou a condução firme da oposição ao longo dos últimos anos, em especial no enfrentamento e consequente afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff do poder. As urnas agora recompensaram a postura que livrou o país da agonia petista.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O lusco-fusco da estrela

A outra face da moeda da vitória consagradora obtida pelo PSDB nas eleições do último domingo foi a acachapante derrocada do PT. O eleitorado puniu à altura o partido que promoveu o maior escândalo de corrupção da história do país e levou a economia brasileira à sua pior crise. Não tinha como ser diferente: o povo não é bobo.

O PT encolheu em todas as medidas: número de prefeituras, população governada, orçamento administrado, votos recebidos, vereadores eleitos. Tornou-se, assim, um partido de porte apenas médio, em meio à miscelânea de legendas que avultam no espectro político-partidário brasileiro - em termos de governos locais, menor que siglas como PR e PTB, entre outras.

De 638 prefeitos eleitos em 2012, os petistas agora só estarão à frente de 256 cidades. Entre capitais e municípios de maior porte, somente uma vitória: Rio Branco (AC). Há ainda uma capital e mais seis municípios com mais de 200 mil eleitores em disputa em 30 de outubro. No domingo, apenas 6,8 milhões de votos foram dados ao PT, tornando-o apenas o quinto da lista neste quesito, liderada pelo PSDB.

Enquanto o PT viu o total de municípios sob sua gestão cair 60%, o PSDB aumentou o número de cidades governadas em 14%, a maior marca entre os maiores partidos, e administrará pelo menos 793 cidades. Neste grupo, só o PSD, com alta de 7,6%, e o PMDB, com variação, porém, quase nula (+0,6%), aumentaram de tamanho.

A população de cidades governadas pelo PT cairá 84% a partir de 1° de janeiro de 2017, segundo dados da Folha de S.Paulo. Serão apenas 6 milhões de brasileiros, ante 38 milhões resultantes da eleição de 2012. O orçamento público sob administração petista também minguará para R$ 15,8 bilhões, queda de 86% – sempre considerando apenas os resultados de primeiro turno.

O PT volta agora ao tamanho que tinha na eleição de 2004, quando acabara de ascender ao poder central. A paúra do PT em relação ao rechaço sofrido do eleitorado brasileiro neste domingo já faz os petistas pensarem em se reinventar formando federações partidárias, alinhadas a legendas esquerdistas quase nanicas como o PSOL, o PDT e o PCdoB.

Apaga-se também a luz que Luiz Inácio Lula da Silva ainda imaginava carregar. Nem todo seu esforço e arrogância foram capazes de ressuscitar Fernando Haddad na capital paulista ou manter o chamado, e superado, “cinturão vermelho” na Grande São Paulo. Nem seu filho Lula conseguiu eleger como vereador em São Bernardo do Campo... Um deplorável ocaso político. Já Dilma Rousseff só serviu para afundar ainda mais os candidatos que apoiou.

Nestas eleições, os brasileiros deixaram clara a repulsa pelo modo petista de governar e deram seu voto de esperança em uma nova forma de fazer política. Também chancelaram, de uma vez por todas, a legalidade do processo político que o país viveu nos últimos meses, a despeito da gritaria de uma minoria que acusava golpe. Golpe, de morte, quem sofreu foi o PT no domingo.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

A onda azul

O PSDB foi o grande vencedor das eleições realizadas neste domingo. Os eleitores deram indicação clara de que querem ver o país num novo rumo, em que os governos sejam pautados pela eficiência, pela ética e orientados para o interesse público. O Brasil está agora, definitivamente, começando a mudar.

Foram 792 prefeituras conquistadas em todo o país em primeiro turno. Com os resultados já definitivos, o PSDB amplia em 13,8% o total de municípios governados pelo partido, ante os 695 de quatro anos atrás. Os tucanos ainda disputarão mais 19 prefeituras em segundo turno, no próximo dia 30.

Os resultados deste domingo colocam o PSDB como a segunda maior força partidária em termos de número de governos municipais, atrás apenas do PMDB. No entanto, os tucanos lideram, com larga margem, em termos de população governada, em número de capitais e municípios de maior porte.

Ontem a vitória já veio em primeiro turno em duas capitais: São Paulo e Teresina. Na capital paulista, o feito é inédito desde que as eleições passaram a ser disputadas em duas rodadas: nunca antes o prefeito da maior cidade do país havia vencido no primeiro turno. João Dória obteve 3.085.187 votos, o equivalente a 53,3% dos válidos. Recorde histórico.

Já Firmino Filho foi reeleito e será prefeito de Teresina pela quarta vez, dando continuidade à sequência de governos tucanos que vem desde 1995 administrando a capital do Piauí. Ele obteve 51,1% dos votos válidos neste domingo.

Além destas duas vitórias, o PSDB disputará o segundo turno em mais oito capitais. Em seis delas, o candidato do partido terminou a primeira rodada na liderança: Belém, Belo Horizonte, Maceió, Manaus, Porto Alegre e Porto Velho. As outras duas são Campo Grande e Cuiabá. Ainda concorrerá em segundo turno em mais 11 municípios com mais de 200 mil eleitores.

Com os resultados já conhecidos e as possíveis novas vitórias em 30 de outubro, o PSDB alcançará seu melhor desempenho eleitoral desde o pleito de 2004. Firma-se, assim, como a principal força político-partidária para conseguir dar uma guinada no país, superando os anos da desestruturação legada pelo PT.

Mas o que parece mais evidente é que a força eleitoral que ontem se manifestou nas urnas apenas dá sequência ao desempenho do PSDB nas eleições presidenciais de 2014, quando Aécio Neves só foi derrotado por Dilma Rousseff em razão da manipulação decorrente do petrolão e das distorções que a corrupção petista gerou naquela disputa.

A onda azul que agora arrebentou com força em todo o país já vinha se anunciando há anos. Agora, é hora de mostrar à população a competência tucana nas gestões locais, consolidar as vitórias em segundo turno e preparar-se para reconquistar o governo federal daqui a dois anos, para garantir que o Brasil de fato mude para melhor.