Luiz Inácio Lula da Silva tem hoje uma única missão: sobreviver aos processos que o condenam e livrar-se de anos de cadeia pelos crimes que cometeu. Todo o resto serve apenas para dar contornos mais, digamos, heroicos à sua luta. Em particular, os interesses maiores do país são quase irrelevantes para os planos de Lula.
A constatação salta da longa entrevista que o ex-presidente concedeu à Folha de S.Paulo, publicada na edição desta quinta-feira. O que se percebe ali é um personagem em missão pessoal, quase personalíssima. Lula está mais autocentrado do que nunca, se sente mais ungido do que jamais se sentiu. Considera-se, sobretudo, acima do bem e do mal. O Brasil e os brasileiros que se danem.
Nas respostas, ele também dá a antever o script que o PT prepara para turvar o processo eleitoral que se avizinha e emparedar a democracia brasileira. O partido e seu líder emitem sinais de que irão até o fim nas eleições, com objetivo evidente: deslegitimar o eleito em outubro, partindo da premissa de que Lula sub judice na urna, votos brancos e anulados possam superar o obtido pelo vencedor do pleito.
“Eu quero saber o seguinte: eu, proibido de ser candidato, na rua fazendo campanha, como eles vão ficar? Eles estão me transformando numa vítima desnecessária”, ameaça o petista. No mesmo contexto, ganha maior sentido também a afirmação de Lula de que é contra o PT boicotar a eleição. Claro está: ele pretende estar lá, disputando-a, do jeito que for, com ou sem permissão, com ou sem seu nome na urna, preso ou não.
Lula está impedido de concorrer por razões legais, por ser ficha suja. Foi condenado em duas instâncias da Justiça por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro a, até agora, pena de 12 anos e um mês de reclusão – que pode começar a ser cumprida já no próximo dia 23, segundo aventa a revista Veja em edição que circula hoje. No total, o ex-presidente está envolvido em nove processos e já é réu em outros cinco deles.
Está fartamente provado que o petista se locupletou do cargo de presidente da República para colocar dinheiro no bolso, na forma de patrimônio – sobre os quais, na entrevista, mais uma vez ele nada esclarece. Merece, portanto, a devida punição. Mas Lula trata a Justiça e seus ritos quase como detalhes, miudezas.
Considera as instituições como algo de somenos importância. Investe contra autoridades e órgãos cujo único pecado foi contrapor-se a ele. Tenta até subverter os ditames processuais. Também mistifica e insufla conflitos – o “nós contra eles”, que agora incluem até “os americanos”... – que só existem para embalar seu projeto político. Ao agir assim, o ex-presidente, mais uma vez, deseduca, no que não chega a ser nenhuma novidade em seu comportamento.
Lula não honra sua história. Gozou de prestígio que nenhum outro presidente brasileiro experimentou. Teve oito anos de triunfos, quase sem ser admoestado. Elegeu e reelegeu sua sucessora, a mesma que levou ao paroxismo a receita que ele havia inaugurado e que destruiu a economia do país, hecatombe da qual só agora, três anos depois, estamos começando a nos recuperar.
Deveria, pois, dar-se por satisfeito. Mas não. Lula quer mais. O PT quer mais. A questão é: para quê?
A missão de quem se apresentar ao eleitorado nos próximos meses – além, claro, de conquistar os votos necessários à vitória – deve ser impedir que o plano maquiavélico dos petistas triunfe. Lula e o PT precisam ser derrotados no coração e na razão dos brasileiros. E superados nas urnas, para que o mito erigido em torno do ex-presidente da República suma do mapa político brasileiro e descanse em paz, na cadeia.
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sábado, 3 de março de 2018
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Lula Guerra e Ódio
Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o início do vazio da cobertura política em fim de ano para preencher páginas e páginas de jornais pelo país afora. Convocou ontem entrevista coletiva, a primeira após a derrocada do PT, para marcar presença no Natal dos brasileiros. Cumpre uma estratégia, e acaba revelando suas garras.
Na entrevista, mais uma vez, o capo petista afronta a Justiça, insufla a idolatria em torno de seu nome e resenha a plataforma populista com que se apresentará ao eleitorado no ano que vem. Tenta ressuscitar o Lulinha Paz e Amor, mas trai mesmo é o Lula Guerra e Ódio.
A maior parte da conversa com os jornalistas foi gasta com a defesa dele, condenado a nove anos e meio de cadeia e réu em outras seis ações. Segundo computou O Estado de S. Paulo, foram oito as ocasiões ao longo de duas horas e meia em que Lula precisou afirmar-se inocente da penca de acusações de que é alvo. Vai mal quem tanto tem que explicar...
Depois do giro pelos estados do Nordeste, Minas, Rio e Espírito Santo em que atiçou o vírus do radicalismo na sua plateia cativa, ontem o petista tentou apresentar-se à opinião pública como líder ponderado. É o velho Lula de sempre: enverga o figurino que calha melhor a cada circunstância. É o conhecido lobo em pele de cordeiro.
Nas linhas e entrelinhas, o líder dos petistas delineia sua visão de mundo, aquilo a que os brasileiros podem se ver condenados, caso, à revelia da Justiça, ele triunfe nas urnas em outubro do ano que vem.
Estão ali as tintas demagógicas de quem faz promessas ao arrepio dos limites do orçamento público, de quem defende políticas irresponsáveis e ruinosas como as que levaram o país à devastação promovida pelo PT.
São os casos do uso do Estado como motor da economia, dos “campeões nacionais” (dos quais a falimentar Oi é um dos fracassos mais clamorosos), do uso do BNDES como hospital de empresário, do voluntarismo como virtude administrativa e da recorrente demonização das privatizações, para ficar apenas em alguns poucos exemplos.
Esperto, Lula morde e assopra. Defende iniciativas contra as quais ninguém há de ficar contra, como, por exemplo, maior justiça tributária. Mas as traveste de redenção dos mais pobres, coisa que, infelizmente, estão longe de ser. Deseduca, portanto. Nenhuma novidade, em se tratando da cartilha clássica do PT.
Na longa entrevista, Lula, porém, profere uma frase lapidar: “Urna é lugar de depositar esperança”. Está coberto de razão. E a esperança dos brasileiros é que, em outubro do próximo ano, o país consiga virar a página deste personagem que, há 40 anos, povoa a crônica política nacional e que agora já não tem mais nada de bom a dar ao Brasil.
Na entrevista, mais uma vez, o capo petista afronta a Justiça, insufla a idolatria em torno de seu nome e resenha a plataforma populista com que se apresentará ao eleitorado no ano que vem. Tenta ressuscitar o Lulinha Paz e Amor, mas trai mesmo é o Lula Guerra e Ódio.
A maior parte da conversa com os jornalistas foi gasta com a defesa dele, condenado a nove anos e meio de cadeia e réu em outras seis ações. Segundo computou O Estado de S. Paulo, foram oito as ocasiões ao longo de duas horas e meia em que Lula precisou afirmar-se inocente da penca de acusações de que é alvo. Vai mal quem tanto tem que explicar...
Depois do giro pelos estados do Nordeste, Minas, Rio e Espírito Santo em que atiçou o vírus do radicalismo na sua plateia cativa, ontem o petista tentou apresentar-se à opinião pública como líder ponderado. É o velho Lula de sempre: enverga o figurino que calha melhor a cada circunstância. É o conhecido lobo em pele de cordeiro.
Nas linhas e entrelinhas, o líder dos petistas delineia sua visão de mundo, aquilo a que os brasileiros podem se ver condenados, caso, à revelia da Justiça, ele triunfe nas urnas em outubro do ano que vem.
Estão ali as tintas demagógicas de quem faz promessas ao arrepio dos limites do orçamento público, de quem defende políticas irresponsáveis e ruinosas como as que levaram o país à devastação promovida pelo PT.
São os casos do uso do Estado como motor da economia, dos “campeões nacionais” (dos quais a falimentar Oi é um dos fracassos mais clamorosos), do uso do BNDES como hospital de empresário, do voluntarismo como virtude administrativa e da recorrente demonização das privatizações, para ficar apenas em alguns poucos exemplos.
Esperto, Lula morde e assopra. Defende iniciativas contra as quais ninguém há de ficar contra, como, por exemplo, maior justiça tributária. Mas as traveste de redenção dos mais pobres, coisa que, infelizmente, estão longe de ser. Deseduca, portanto. Nenhuma novidade, em se tratando da cartilha clássica do PT.
Na longa entrevista, Lula, porém, profere uma frase lapidar: “Urna é lugar de depositar esperança”. Está coberto de razão. E a esperança dos brasileiros é que, em outubro do próximo ano, o país consiga virar a página deste personagem que, há 40 anos, povoa a crônica política nacional e que agora já não tem mais nada de bom a dar ao Brasil.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
A esperteza engole o dono
O ex-presidente Lula novamente se valeu de entrevistadores dóceis e, não raro, financiados com dinheiro público pago pelos governos do PT para despejar suas versões distorcidas da realidade. Só plateias cativas aceitam sem contestar a visão deturpada que o petista apresenta sobre as condições atuais do país.
É de se pensar se Lula ousaria dizer o que pensa diante um público isento. Provavelmente, não. Provavelmente sequer conseguiria concluir sua ladainha. O povo não é bobo, ao contrário do que acha o petista. Hoje o ex-presidente depende de ambientes controlados até para circular – enquanto ainda pode circular... É um triste ocaso.
Lula deveria aproveitar os canais de que dispõe – a imprensa independente, ao contrário do que ele diz, lhe franqueia amplos espaços – para manifestar-se sobre as cada vez mais fortes suspeitas de que articulou, azeitou e se envolveu diretamente no esquema de corrupção que vem sangrando o Brasil nos últimos 13 anos.
Ao invés disso, prefere caçoar dos brasileiros. Entre tudo o que disse ontem, uma de suas afirmações mais grotescas é a que escarnece dos que trabalham duro diariamente, com dignidade, ética e contra todas as adversidades que o governo lhes impõe, dizendo que “não existe viva alma mais honesta” que ele, Lula. O povo brasileiro merece respeito.
É um escárnio quando aquele que surge nas investigações como provável artífice do esquema de corrupção que levou o país ao fundo do poço, atolado em roubalheira, se diz “mais honesto” que qualquer um de nós. A resposta a isso é a indignação dos que trabalham, produzem, investem. E também o repúdio ao que Lula representa.
Só a alienação da realidade ou, mais provavelmente, a má-fé podem justificar as versões de Lula sobre o que acontece hoje no Brasil. É sua conhecida propensão a torturar os fatos que o leva a sustentar que o país deve aos governos do PT pelo enfrentamento à corrupção. É sua velha esperteza que tenta vender ao país a versão de que a crise atual nada diz respeito às ações dos governos petistas, a começar pelo dele.
Lula despeja as mesmas receitas equivocadas para enfrentar a recessão e ainda inventa culpados imaginários para erros que são dele e de sua pupila, Dilma Rousseff. O ex-presidente tenta desviar a atenção da realidade, desvencilhar-se da crise, mas é ele, na realidade, o demiurgo do estrago atual, que sua criatura cuidou de aprofundar.
Não são fantasmas os responsáveis pelas dificuldades que assombram os brasileiros. Quem está destruindo o projeto de inclusão social – que, ao contrário do que diz o ex-presidente, não começou em 1° de janeiro de 2003 – é o governo do PT. Quem está levando o Brasil a uma recessão sem precedentes na história é o governo do PT. Quem põe em risco a estabilidade econômica e o emprego é o governo do PT.
É por isso que os brasileiros querem ver o PT longe do poder e Luiz Inácio Lula da Silva pagando por tudo o que cometeu.
É de se pensar se Lula ousaria dizer o que pensa diante um público isento. Provavelmente, não. Provavelmente sequer conseguiria concluir sua ladainha. O povo não é bobo, ao contrário do que acha o petista. Hoje o ex-presidente depende de ambientes controlados até para circular – enquanto ainda pode circular... É um triste ocaso.
Lula deveria aproveitar os canais de que dispõe – a imprensa independente, ao contrário do que ele diz, lhe franqueia amplos espaços – para manifestar-se sobre as cada vez mais fortes suspeitas de que articulou, azeitou e se envolveu diretamente no esquema de corrupção que vem sangrando o Brasil nos últimos 13 anos.
Ao invés disso, prefere caçoar dos brasileiros. Entre tudo o que disse ontem, uma de suas afirmações mais grotescas é a que escarnece dos que trabalham duro diariamente, com dignidade, ética e contra todas as adversidades que o governo lhes impõe, dizendo que “não existe viva alma mais honesta” que ele, Lula. O povo brasileiro merece respeito.
É um escárnio quando aquele que surge nas investigações como provável artífice do esquema de corrupção que levou o país ao fundo do poço, atolado em roubalheira, se diz “mais honesto” que qualquer um de nós. A resposta a isso é a indignação dos que trabalham, produzem, investem. E também o repúdio ao que Lula representa.
Só a alienação da realidade ou, mais provavelmente, a má-fé podem justificar as versões de Lula sobre o que acontece hoje no Brasil. É sua conhecida propensão a torturar os fatos que o leva a sustentar que o país deve aos governos do PT pelo enfrentamento à corrupção. É sua velha esperteza que tenta vender ao país a versão de que a crise atual nada diz respeito às ações dos governos petistas, a começar pelo dele.
Lula despeja as mesmas receitas equivocadas para enfrentar a recessão e ainda inventa culpados imaginários para erros que são dele e de sua pupila, Dilma Rousseff. O ex-presidente tenta desviar a atenção da realidade, desvencilhar-se da crise, mas é ele, na realidade, o demiurgo do estrago atual, que sua criatura cuidou de aprofundar.
Não são fantasmas os responsáveis pelas dificuldades que assombram os brasileiros. Quem está destruindo o projeto de inclusão social – que, ao contrário do que diz o ex-presidente, não começou em 1° de janeiro de 2003 – é o governo do PT. Quem está levando o Brasil a uma recessão sem precedentes na história é o governo do PT. Quem põe em risco a estabilidade econômica e o emprego é o governo do PT.
É por isso que os brasileiros querem ver o PT longe do poder e Luiz Inácio Lula da Silva pagando por tudo o que cometeu.
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