Dilma Rousseff não tem condições de continuar na presidência da República por mais quatro anos. Os resultados de sua gestão são frustrantes, sua campanha eleitoral é vergonhosa. Sem qualquer constrangimento, a candidata desempenha o papel que o jogo sujo do PT lhe designou. Vai perder a eleição perdendo a dignidade.
A presidente da República está aviltando o cargo que ocupa há quatro anos, por delegação do voto dos brasileiros. Aceita protagonizar um dos scripts mais baixos de que se tem notícia na história recente da política brasileira. Se alguém chegou perto do que ela hoje faz, foi Fernando Collor, hoje aliado do PT.
Os debates eleitorais se sucedem e Dilma se recusa a discutir o Brasil do presente. Insiste em comparar bananas com laranjas ao perseverar numa distorcida releitura do passado. Mistura sua gestão com algum êxito alcançado pelo seu antecessor para tentar dar algum tom positivo a resultados de coloração sempre vermelha, negativa.
Dilma é presidente há exatos três anos, nove meses e 17 dias. Com sua postura na eleição, parece nunca ter pisado no Palácio do Planalto. Parece jamais ter tido qualquer responsabilidade pelos descalabros em série que se revelam ou pela evidente piora dos serviços que dependem do governo – do governo que é o dela desde 1° de janeiro de 2011.
A candidata-presidente não tem respostas para a saúde que hoje é a maior preocupação dos brasileiros. Não tem atitudes para a violência que no governo atual bate recorde histórico. Trata a educação à base de slogans, mas não se preocupa em transformá-la no passaporte para o futuro das novas gerações.
Dilma não tem respostas nem atitudes diante da inflação, que em nenhum dos 45 meses de seu mandato atingiu a meta de 4,5% e ora se aproxima perigosamente dos 7% anuais em várias capitais do país.
Não oferece saídas para uma economia que simplesmente não cresce – no acumulado até agosto, são só 0,04%, segundo o Banco Central. Não oferece reação a um mercado de trabalho que, mês após mês, mingua: só neste ano, foram gerados 418 mil empregos a menos no país em comparação com o mesmo período de 2013.
Mas o ponto mais baixo da biografia de Dilma será mesmo o papel que ela vem desempenhando de bom grado nestas eleições: a de quem rebaixou o nível do debate para raias como há muito não se via, a de quem tomou parte no jogo imundo do petismo.
O desespero da candidata à reeleição deságua num vale-tudo que não condiz com o anseio dos brasileiros por um país melhor. O figurino que Dilma Rousseff enverga, seu governo de fracassos e a frustração que ela representa foram confrontados, e derrotados, no debate promovido ontem pelo SBT.
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sábado, 18 de outubro de 2014
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Caiu a máscara
O país assistiu na noite deste domingo ao primeiro debate real entre os dois postulantes à Presidência da República. Ficaram claras, de uma vez por todas, as diferenças entre José Serra e Dilma Rousseff. Separa-os um abismo, que a estratégia petista tentou sistematicamente escamotear no decorrer do primeiro turno. Felizes os brasileiros por termos a chance agora de cotejar nossas opções.
Franco, o debate realizado pela Band permitiu ao telespectador comparar duas posturas distintas. O que se viu foi uma brutal diferença de atributos, personalidades diametralmente opostas. De um lado, a agressividade de uma neófita em disputas eleitorais que também debutava em confrontos televisivos diretos. “Exaltada, (Dilma) demonstrou nervosismo”, resumiu a Folha de S. Paulo.
Do outro, a serenidade de quem tem propostas claras para o país, a segurança quanto ao que oferece aos brasileiros, a tranquilidade de quem está preparado para conduzir a nação a um patamar mais elevado. José Serra pautou sua participação no debate da Band na diferenciação entre o projeto que defende e o que o PT propugna.
Dilma Rousseff destilou um rosário de mistificações nas duas horas de confronto. Brandiu obras que não realizou, imputou ao tucano medidas que ele nunca tomou, envolveu em falácias acusações totalmente infundadas. Aconteceu, por exemplo, quando disse que Serra planeja privatizar a Petrobras, algo que jamais frequentou o receituário do tucano.
A petista escalou os mais altos degraus da invencionice quando “acusou” as privatizações feitas pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, demonizando-as. Não era a intenção dela, mas Dilma deixou claro o quanto o seu partido, o PT, se opôs a medidas que trouxeram conforto e emprego aos brasileiros: cada um que tem um telefone celular hoje, e são praticamente todos os brasileiros em idade adulta, sabe dos efeitos benéficos da abertura da telefonia, antes privilégio de pouquíssimos, para suas vidas.
Dilma assacou o vodu do medo ao dizer que Serra não dará continuidade a projetos, segundo ela, “exitosos” do atual governo, como o PAC e o Minha Casa Minha Vida. Os fatos a desmentem, com sobra. O PAC está longe de deixar de ser uma lista de boas intenções que, em sua imensa maioria, dormitam no papel. O programa habitacional é apenas uma pálida sombra daquilo que a promessa lulista acenou aos incautos.
Tudo muito distinto do que Serra pode exibir a título de realizações à frente dos cargos que ocupou, em especial na prefeitura e no governo de São Paulo. Fiquemos no exemplo da construção de moradias: enquanto o Minha Casa Minha Vida entregou apenas 565 casas para famílias com renda até três salários mínimos até agosto, o governo paulista construiu mais de 50 mil para este mesmo estrato social nos últimos três anos e meio.
Aos fatos, Dilma respondeu com arreganhos. Tergiversou, para ficar num termo tão (mal) usado por ela ao longo do debate. Coube ao próprio Serra a melhor definição para o comportamento da adversária na noite deste domingo: “A Dilma foi a Dilma”.
O desempenho da candidata do PT foi tão desastroso que, minutos depois do encerramento do encontro promovido pela Band, o comando da campanha dela anunciou que Dilma não irá mais a boa parte dos debates para os quais foi convidada. Alega-se “problema de agenda”.
Quem viu o confronto de ontem sabe que não é isso. O que de fato ocorreu é que caiu a máscara de Dilma: a “mãe dos pobres” mostra-se agora como uma madrasta má, que não titubeia em apelar para mentiras para se fazer prevalecer. A luz dos holofotes fez a maquiagem derreter – e o que revelou não é nada bonito de se ver.
Franco, o debate realizado pela Band permitiu ao telespectador comparar duas posturas distintas. O que se viu foi uma brutal diferença de atributos, personalidades diametralmente opostas. De um lado, a agressividade de uma neófita em disputas eleitorais que também debutava em confrontos televisivos diretos. “Exaltada, (Dilma) demonstrou nervosismo”, resumiu a Folha de S. Paulo.
Do outro, a serenidade de quem tem propostas claras para o país, a segurança quanto ao que oferece aos brasileiros, a tranquilidade de quem está preparado para conduzir a nação a um patamar mais elevado. José Serra pautou sua participação no debate da Band na diferenciação entre o projeto que defende e o que o PT propugna.
Dilma Rousseff destilou um rosário de mistificações nas duas horas de confronto. Brandiu obras que não realizou, imputou ao tucano medidas que ele nunca tomou, envolveu em falácias acusações totalmente infundadas. Aconteceu, por exemplo, quando disse que Serra planeja privatizar a Petrobras, algo que jamais frequentou o receituário do tucano.
A petista escalou os mais altos degraus da invencionice quando “acusou” as privatizações feitas pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, demonizando-as. Não era a intenção dela, mas Dilma deixou claro o quanto o seu partido, o PT, se opôs a medidas que trouxeram conforto e emprego aos brasileiros: cada um que tem um telefone celular hoje, e são praticamente todos os brasileiros em idade adulta, sabe dos efeitos benéficos da abertura da telefonia, antes privilégio de pouquíssimos, para suas vidas.
Dilma assacou o vodu do medo ao dizer que Serra não dará continuidade a projetos, segundo ela, “exitosos” do atual governo, como o PAC e o Minha Casa Minha Vida. Os fatos a desmentem, com sobra. O PAC está longe de deixar de ser uma lista de boas intenções que, em sua imensa maioria, dormitam no papel. O programa habitacional é apenas uma pálida sombra daquilo que a promessa lulista acenou aos incautos.
Tudo muito distinto do que Serra pode exibir a título de realizações à frente dos cargos que ocupou, em especial na prefeitura e no governo de São Paulo. Fiquemos no exemplo da construção de moradias: enquanto o Minha Casa Minha Vida entregou apenas 565 casas para famílias com renda até três salários mínimos até agosto, o governo paulista construiu mais de 50 mil para este mesmo estrato social nos últimos três anos e meio.
Aos fatos, Dilma respondeu com arreganhos. Tergiversou, para ficar num termo tão (mal) usado por ela ao longo do debate. Coube ao próprio Serra a melhor definição para o comportamento da adversária na noite deste domingo: “A Dilma foi a Dilma”.
O desempenho da candidata do PT foi tão desastroso que, minutos depois do encerramento do encontro promovido pela Band, o comando da campanha dela anunciou que Dilma não irá mais a boa parte dos debates para os quais foi convidada. Alega-se “problema de agenda”.
Quem viu o confronto de ontem sabe que não é isso. O que de fato ocorreu é que caiu a máscara de Dilma: a “mãe dos pobres” mostra-se agora como uma madrasta má, que não titubeia em apelar para mentiras para se fazer prevalecer. A luz dos holofotes fez a maquiagem derreter – e o que revelou não é nada bonito de se ver.
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