Mostrando postagens com marcador eleições 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eleições 2014. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A força da oposição

A votação obtida por Aécio Neves coroou o desempenho das forças de oposição nas eleições gerais deste ano. Além dos mais de 50 milhões de votos dados ao candidato tucano na disputa presidencial, PSDB e demais partidos oposicionistas formaram fortes bancadas no Congresso e comandarão estados onde vive a maioria da população.

O PSDB reelegeu os governadores de quatro estados – Goiás, Pará, Paraná e São Paulo – e elegeu o novo governador de Mato Grosso do Sul. Somados, eles representam eleitorado de 51,2 milhões de pessoas, o maior entre todas as legendas. Dos 27 governadores vitoriosos, dez apoiaram Aécio: nestes estados, vive 50,7% da população brasileira.

O desempenho nas eleições proporcionais também foi muito positivo. A bancada tucana no Senado será formada por dez senadores. Destes, seis carregam a experiência de terem sido governadores de estado. Será a terceira maior bancada da casa, reforçada pelos senadores aliados do DEM (5), do Solidariedade (1) e do PPS (2).

Na Câmara, o PSDB elegeu 54 deputados. São dez a mais que o time atual, com expressivo crescimento de 23% em relação à composição de hoje. Considerando todos os deputados federais, a força oposicionista crescerá significativamente: passará dos atuais 151 parlamentares contrários ao petismo para 201.

Os tucanos também mantiveram importantes bancadas nas assembleias estaduais. Na votação do início de outubro, foram eleitos 95 deputados estaduais. O PSDB terá representantes no Legislativo de 25 das 27 unidades da Federação.

Este time numeroso e qualificado terá a importante missão de fiscalizar o governo reeleito no último domingo. Nos regimes democráticos, a regra é clara: quem não vence, examina, cobra, vigia a gestão de turno. Este é o papel que os brasileiros esperam do PSDB e das demais forças oposicionistas.

Em suas primeiras manifestações após o resultado das urnas, a presidente Dilma Rousseff tem defendido “diálogo” com as forças políticas que não lhe apoiaram. É tudo o que ela não praticou nos últimos anos e é tudo o que ela mais boicotou na campanha que a levou à vitória no último domingo. Um canto de sereia, apenas.

O PSDB e os partidos aliados têm em mãos um programa de governo que foi escolhido por mais de 50 milhões de brasileiros. Propostas claras e uma visão de mundo, de Estado e dos anseios dos cidadãos que se contrapõem ao que o petismo professa e defende.

É com base nestes valores que se deve exercer o mandato que a população nos delegou. No dia a dia de governo, ficará clara até onde vai a disposição da presidente reeleita para o diálogo. Dado o clima de sua campanha, não se crê que vá longe. PSDB e aliados não alimentam ilusões, fiéis à sua missão: oposição desde o primeiro dia, todos os dias.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Resistir, a favor do Brasil

Aécio Neves obteve ontem 51.041.155 votos. Foi o preferido de 48,36% dos brasileiros que foram às urnas escolher o presidente que governará o Brasil pelos próximos quatro anos. Sai desta eleição como o maior líder que a oposição teve desde a eleição de Fernando Henrique Cardoso.

A candidatura tucana sagrou-se vencedora em 11 estados – Acre, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo – e no Distrito Federal. Ampliou, portanto, as conquistas do primeiro turno, quando vencera em 10 unidades da Federação.

Aécio também foi o mais votado em 2.040 municípios brasileiros – 279 a mais que no primeiro turno. Venceu em 7 das 12 cidades com mais de 900 mil eleitores e também superou a presidente reeleita Dilma Rousseff nas cidades grandes (venceu em 46 das 77) e médias (foi o mais votado em 100 das 179).

Em todas as dimensões, este foi o melhor desempenho de um candidato tucano desde que o PT venceu as eleições presidenciais pela primeira vez, em 2002. Os expressivos resultados de Aécio se somam à excelente votação do PSDB para o Congresso e à robusta frente de governos estaduais tucanos, com cinco governadores eleitos – quatro dos quais reeleitos.

A candidatura tucana chega ao fim desta eleição com nitidez programática e ideológica como há muito não se via. Os eleitores enxergaram em Aécio a liderança que personifica os valores que acreditam, os anseios que alimentam e a mudança que defendem, em favor de um país melhor, mais ético, mais equilibrado e justo.

Aécio perdeu a eleição, mas o Brasil ganhou uma liderança como há muito não tinha. Os mais de 50 milhões de brasileiros que o escolheram o queriam no Palácio do Planalto, mas lhe incumbiram de uma missão: comandar a fiscalização ao governo reeleito, resistir aos ataques à democracia e aos preceitos republicamos do PT e impedir novos retrocessos.

Aécio e o PSDB saem desta eleição muito maiores do que entraram. Têm um mandato claro delegado pelos milhões de brasileiros que os escolheram: opor-se todos os dias, desde o primeiro dia, ao governo que ora conquistou novo período de governo. Os brasileiros não desistirão do Brasil.

À presidente reeleita, cabe consertar os estragos que impôs ao país nos últimos anos, superar a divisão que estabeleceu entre os brasileiros a fim de novamente triunfar nas urnas e recolocar o Brasil nos trilhos. 

Para o bem dos brasileiros, resta torcer para que Dilma Rousseff não seja a Dilma Rousseff que conhecemos nos últimos anos e que se mostrou ainda menos digna na campanha eleitoral que ora termina. Refresco, ela não vai ter.

sábado, 25 de outubro de 2014

Agora é Aécio

Daqui a dois dias, 141 milhões de brasileiros irão novamente às urnas para decidir quem será o novo presidente do Brasil. No primeiro turno, mais da metade dos eleitores escolheram Aécio Neves e Marina Silva e votaram pela mudança. Votaram por um projeto claro, por um novo país, mais justo, mais fraterno, mais unido e desenvolvido.

Esses milhões de brasileiros também votaram contra os desmandos e desgovernos da atual gestão. Foram às urnas contra a política intervencionista da atual presidente, cujo resultado catastrófico está explícito na economia, ora em recessão, e contra o projeto de poder de um partido que não hesita em subordinar instituições do Estado a interesses eleitoreiros.

Ainda mais importante: esses milhões de brasileiros votaram a favor de um candidato com um plano de governo consistente. Além de contar com quadros técnicos comprovadamente competentes, a candidatura tucana tem as melhores ideias para fazer o país avançar. Aécio Neves é o caminho seguro para o Brasil mudar de verdade.

Mudar de verdade é fazer as reformas estruturais que o país tanto precisa para retomar os trilhos do desenvolvimento, com crescimento sustentável e inflação controlada; é oferecer aos cidadãos serviços públicos de melhor qualidade e cuidar de quem mais precisa; é combater o desperdício e o inchaço da máquina pública. É governar com competência.

Mudar de verdade é premiar o mérito e valorizar o esforço individual; é oferecer igualdade de oportunidades e mais transparência; é garantir mais saúde, segurança, educação e levar desenvolvimento a todas as regiões do país. É governar para todos.

Mudar de verdade é colocar o interesse nacional acima das conveniências partidárias ou pessoais; é não compactuar com o malfeito e deplorar a corrupção; é valorizar permanentemente as instituições democráticas, a liberdade e a solidariedade. É governar com ética.

Para além de suas virtudes de liderança, o Brasil, mais que nunca, precisa da habilidade conciliadora e da força transformadora de Aécio Neves. A partir de 1º de janeiro, o novo presidente terá como missão a necessidade de voltar a unir um país cindido pelo discurso raivoso e irresponsável que, a cada eleição, tenta dividir o Brasil entre “nós e eles”, “Norte e Sul”, “ricos e pobres”. Os brasileiros sabem que na construção de uma nação forte não há espaço para esse tipo de retórica rasa, apelativa, destrutiva. É preciso união.

Após 12 anos de PT no poder, a candidatura tucana está pronta para resgatar o Brasil de uma sequência de gestões ruins. Neste momento, os eleitores ávidos por mudanças unem-se em busca da superação do ciclo fracassado do atual governo. É hora de iniciar uma nova era de prosperidade, com transparência e segurança, respeito à democracia, devoção à ética e, sobretudo, aos brasileiros. É hora de unir novamente o Brasil. É hora de Aécio.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Números imbatíveis

É evidente que a pesquisa do Datafolha divulgada ontem e publicada hoje nos jornais serve como luva à estratégia petista de tentar esfriar os ânimos dos eleitores de Aécio Neves. Mas há razões de sobra para acreditar que as chances de vitória tucana continuam presentes e elevadas. A votação é só no próximo domingo.

Para começar, a corrida eleitoral mantém-se na condição de empate técnico. Segundo o Datafolha, a petista alcança hoje 52% dos votos válidos e Aécio, 48%. Embora Dilma Rousseff apareça numericamente na frente, a margem de erro de dois pontos percentuais permite vê-los ainda pau a pau da disputa pelos 141 milhões de votos.

Se pesquisa decidisse eleição, Aécio não teria passado nem perto do segundo turno. Sua ascensão mal foi captada pelos institutos – todos os institutos – na véspera da votação de 5 de outubro. Quando as urnas foram apuradas, a candidatura tucana saiu-se muito melhor do que qualquer pesquisa previra.

O Datafolha mesmo foi um dos que errou mais feio. No dia anterior ao pleito, deu a Aécio 26% dos votos válidos e à petista, 44%. Apurados os votos, o tucano atingiu 34% e Dilma ficou com apenas 42%. Nenhuma margem de erro justifica isso. Os números não batem.

O viés comum às pesquisas é sempre o mesmo: tendem a superfaturar os votos favoráveis ao governo e sub-representar os votos da oposição. Uma das explicações técnicas para isso seria um desvio de amostra, a saber: na base pesquisada por institutos como o Datafolha há mais eleitores dos estratos que se identificam mais com Dilma e o PT – renda e escolaridade menores – do que com Aécio.

Segundo quem analisa a fundo pesquisas de intenção de voto, só este fator já é suficiente para prejudicar em até 4 pontos percentuais as intenções de voto em candidaturas que têm mais força entre os eleitores de renda média e alta e escolaridade maior, como a de Aécio.

Outro fator relevante é a abstenção, que as pesquisas não levam em conta. Ela tende a ser maior no Nordeste, onde o governo costuma ser mais forte, e nos estados onde não haverá segundo turno. Considerando as votações de primeiro turno, este componente também tende a pesar a favor da candidatura de Aécio.

Tudo considerado, resta evidente que a atual disputa pela presidência da República continua duríssima. A realidade indica que, na pior das hipóteses, Aécio e Dilma disputam a vitória cabeça a cabeça. Não há nenhuma indicação evidente de que a candidata à reeleição tenha, efetivamente, vantagem no momento.

Há, isto sim, sinais manifestados pelos brasileiros país afora de que querem um Brasil novo, melhor e diferente do que aí está. Diante disso, a candidatura oficial foi buscar forças na sua velha e suja estratégia de difamação, boataria e ódio. Quem está desesperado são eles.

sábado, 18 de outubro de 2014

Sem condições para continuar

Dilma Rousseff não tem condições de continuar na presidência da República por mais quatro anos. Os resultados de sua gestão são frustrantes, sua campanha eleitoral é vergonhosa. Sem qualquer constrangimento, a candidata desempenha o papel que o jogo sujo do PT lhe designou. Vai perder a eleição perdendo a dignidade.

A presidente da República está aviltando o cargo que ocupa há quatro anos, por delegação do voto dos brasileiros. Aceita protagonizar um dos scripts mais baixos de que se tem notícia na história recente da política brasileira. Se alguém chegou perto do que ela hoje faz, foi Fernando Collor, hoje aliado do PT.

Os debates eleitorais se sucedem e Dilma se recusa a discutir o Brasil do presente. Insiste em comparar bananas com laranjas ao perseverar numa distorcida releitura do passado. Mistura sua gestão com algum êxito alcançado pelo seu antecessor para tentar dar algum tom positivo a resultados de coloração sempre vermelha, negativa.

Dilma é presidente há exatos três anos, nove meses e 17 dias. Com sua postura na eleição, parece nunca ter pisado no Palácio do Planalto. Parece jamais ter tido qualquer responsabilidade pelos descalabros em série que se revelam ou pela evidente piora dos serviços que dependem do governo – do governo que é o dela desde 1° de janeiro de 2011.

A candidata-presidente não tem respostas para a saúde que hoje é a maior preocupação dos brasileiros. Não tem atitudes para a violência que no governo atual bate recorde histórico. Trata a educação à base de slogans, mas não se preocupa em transformá-la no passaporte para o futuro das novas gerações.

Dilma não tem respostas nem atitudes diante da inflação, que em nenhum dos 45 meses de seu mandato atingiu a meta de 4,5% e ora se aproxima perigosamente dos 7% anuais em várias capitais do país.

Não oferece saídas para uma economia que simplesmente não cresce – no acumulado até agosto, são só 0,04%, segundo o Banco Central. Não oferece reação a um mercado de trabalho que, mês após mês, mingua: só neste ano, foram gerados 418 mil empregos a menos no país em comparação com o mesmo período de 2013.

Mas o ponto mais baixo da biografia de Dilma será mesmo o papel que ela vem desempenhando de bom grado nestas eleições: a de quem rebaixou o nível do debate para raias como há muito não se via, a de quem tomou parte no jogo imundo do petismo.

O desespero da candidata à reeleição deságua num vale-tudo que não condiz com o anseio dos brasileiros por um país melhor. O figurino que Dilma Rousseff enverga, seu governo de fracassos e a frustração que ela representa foram confrontados, e derrotados, no debate promovido ontem pelo SBT.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Terrorismo golpista

Toda véspera de eleição a história se repete. Sempre que se vê em apuros, o PT esperneia, mente, deturpa, apela. Às suas armas habituais, os petistas agora agregam a tese de “golpe”. Tudo porque estão a um passo de perder o poder.

A tese não veio a público pela boca de algum dos muitos petistas mais radicais, dispostos a tudo para não perder sua boquinha no governo. Foi vocalizada pela própria candidata à reeleição, a presidente da República em pessoa, na última sexta-feira.

Dilma Rousseff lançou a pregação a propósito das mais novas revelações do assalto à Petrobras perpetrado pelo grupo político que comanda o país há 12 anos. A partir de novos depoimentos de Paulo Roberto Costa à Justiça feitos na semana passada, ficamos sabendo que 2% do valor dos contratos da empresa ia para o cofre do PT. Estima-se, por baixo, que isso dê a bagatela de uns R$ 2 bilhões.

A candidata se disse “estarrecida” com o que considerou “vazamento” das gravações. Não manifestou, contudo, a mesma indignação com o conteúdo revelado pelo ex-diretor da Petrobras e também pelo doleiro Alberto Youssef nos depoimentos que vêm prestando. Dilma desconheceu também que os dados revelados são públicos, e não sigilosos.

Nas gravações que vieram à tona, os investigados revelam como funcionou, durante os últimos anos, o esquema que pode ter drenado R$ 10 bilhões da Petrobras. Empreiteiras eram escolhidas para executar obras e, em troca, se comprometiam a irrigar as contas do PT e de partidos da base governista no Congresso.

Para Dilma, fazer o Brasil saber que o patrimônio do povo brasileiro está sendo garfado pelo PT é “golpe” dos que investigam o caso. Livrar o aparato estatal destes cupins que estão se incrustando em todos os poros do Estado é “golpe”. Mas o mais grave: perder as eleições, para ela, só se for com “golpe”.

É fácil perceber o desapreço, para dizer o mínimo, de Dilma e seus petistas pelas instituições, pelos poderes de Estado, pelos valores democráticos, em suma. O sinal é claro: a candidata à reeleição e o partido dela não aceitam as regras do jogo, exceto se lhe são favoráveis.

É também por esta razão que os petistas transformam sua propaganda eleitoral no mais puro terrorismo. É o medo de quem não aceita o saudável preceito da alternância de poder, o medo da mudança que o cidadão brasileiro quer e vai ter.

Para o petismo, a revelação de que o partido surrupia o dinheiro dos brasileiros presta-se a “manipular a eleição”. Nada disso: é mais uma informação fundamental para que a população diga que não admite mais isso, que não se curva ao terror e dará um basta a este estado de descalabro quando voltar às urnas no fim da semana que vem.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

As mentiras que o PT conta

A propaganda da candidata do PT no rádio e na televisão vem espalhando mentiras atrás de mentiras. É a clara demonstração de desespero de um governo que fracassou. Os petistas querem que olhemos para o passado com lentes distorcidas para tentar nos impedir de ver com nitidez o que acontece no presente.

A estratégia petista até tem sua razão de ser: depois de quatro anos de governo, a candidata à reeleição não tem realizações a mostrar. Pelo contrário. O país está hoje pior do que estava quando Dilma Rousseff assumiu a presidência da República. Em praticamente tudo, andamos para trás.

Como resposta, o PT apela a mistificações que conflitam com a história do país e afrontam o esforço de milhões de brasileiros, ao longo das últimas décadas, na construção de um Brasil melhor. Na mística petista, a história brasileira começou em 1° de janeiro de 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência do país. Os brasileiros sabem que não é assim.

Um dos alvos prediletos do PT é a situação da economia brasileira antes do governo Lula. Para eles, foram tempos de terra arrasada. A história, porém, registra, e o povo sabe, que foram anos de semeadura: o Brasil reencontrou ali, com Fernando Henrique, o caminho do desenvolvimento com justiça social. Lula e Dilma tiveram a sorte de vir depois; colheram o que o PSDB plantou.

O partido dos mensaleiros tenta reescrever a história. Quem está quebrando o Brasil é o governo Dilma. E isso está acontecendo hoje, dia após dia. É o governo atual quem ressuscitou a inflação – e ainda acha que os preços estão sob controle ou, quando não acha isso, sugere que o cidadão troque carne por ovo...

É o governo atual quem colocou o país em recessão. Há dois trimestres o PIB encolhe, algo que não acontecia desde 2009. Isso significa que o país está produzindo menos, gerando menos empregos aqui – só neste ano, até agora, são 220 mil empregos a menos em relação ao mesmo período do ano passado – e colocando em risco as conquistas sociais.

O Brasil não vai crescer quase nada neste ano, no pior resultado para um presidente desde o governo Fernando Collor, aliado do PT. O governo culpa a crise externa, a Copa do Mundo, a seca. Mas o problema está aqui dentro mesmo: não importa o parâmetro, com Dilma o país está ficando cada vez mais para trás.

É impossível que a candidata à reeleição não saiba disso. A estratégia de marketing do PT é clara: tentar ludibriar o cidadão, enganá-lo com um monte de mentiras. Os brasileiros sabem muito bem qual a situação do país. Por isso, não se deixam iludir e estão convictos de que a hora é de mudar o governo.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Dinheiro sujo

Há um lugar onde o PT se movimenta melhor que ninguém para fazer política: o submundo. A legenda dos mensaleiros adota a bandidagem como prática e a difamação como arma. O objetivo é se apropriar de dinheiro que deveria servir ao público, mas é usado em benefício partidário.

É tanto escândalo que fica até difícil acompanhar. Os jornais desta quinta-feira estão repletos deles. Em todos, há pelo menos um traço comum: o assalto aos cofres do Estado para financiar atividades partidárias e irrigar bolsos privados.

Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobras durante oito anos do governo petista, disse ontem à Polícia Federal que o esquema que pode ter surrupiado R$ 10 bilhões da empresa tinha três partidos como beneficiários: PT, PMDB e PP. Segundo ele, as campanhas das três siglas em 2010 – ano em que Dilma foi eleita – foram irrigadas com dinheiro sujo.

O ex-diretor afirmou que, ao ser nomeado em 2004, já foi logo avisado que os negócios bilionários da Petrobras seriam usados como caixa do PT e aliados. Até o momento, Costa já admitiu que apenas ele pôs no bolso R$ 70 milhões. Para comparar, é dinheiro suficiente para pagar o Bolsa Família a 420 mil famílias brasileiras.

Os escândalos envolvendo a máquina petista pipocam. Ainda no âmbito da Petrobras e suas subsidiárias, surge agora a denúncia, feita pelo Ministério Público, de que a Transpetro montou um esquema com a prefeitura petista de Araçatuba para fraudar uma licitação de R$ 432 milhões.

Era para construir 20 comboios para transportar etanol pela hidrovia Tietê-Paraná e as primeiras entregas deveriam ter acontecido dois anos atrás. Até hoje, porém, nenhuma foi feita, embora R$ 22 milhões já tenham ido para o ralo. Só aí são mais 132 mil benefícios do Bolsa Família...

Mas a lista de malfeitos é bem mais extensa. Anteontem em Brasília, um avião foi flagrado pela PF com R$ 116 mil em espécie trazendo à bordo gente que trabalhou na campanha vitoriosa de Fernando Pimentel ao governo de Minas.

Alguns passageiros do jato já haviam protagonizado falcatruas na eleição de Dilma, quando montaram uma fábrica de dossiês desbaratada no início da campanha. São reincidentes, assim como é reiterada a prática petista de caminhar pelo lado escuro do ilícito.

A ousadia petista chega a ponto de o partido usar dinheiro sujo para pagar multa por desvio de dinheiro sujo, como no caso do desvio de recursos pelo PT para quitar multas impostas a um dos mensaleiros condenados pelo STF. Como se vê por todo lado, tem dinheiro saindo pelo ladrão, no bolso de vários ladrões, neste governo.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Oposição ainda mais qualificada

A oposição ao governo petista saiu das urnas tonificada pelos quase 35 milhões de votos que levaram Aécio Neves à disputa do segundo turno presidencial. Mas não apenas por esta razão. As votações para os Executivos estaduais e para os Legislativos também mostraram a força do PSDB, formando o time de governadores, deputados e senadores que vai ajudar a mudar o Brasil.

O partido terminou o primeiro round da eleição com a reeleição de dois governadores: Geraldo Alckmin em São Paulo e Beto Richa no Paraná. Ainda disputa mais seis estados na votação que acontecerá daqui a 20 dias: Acre, com Márcio Bittar; Goiás, onde Marconi Perillo tenta a reeleição; Mato Grosso do Sul, com Reinaldo Azambuja; Pará, com Simão Jatene buscando seu segundo mandato; Paraíba, com Cássio Cunha Lima; e Rondônia, com Expedito Junior.

O PSDB também elegeu quatro senadores na eleição de domingo: Alvaro Dias, Antonio Anastasia, José Serra e Tasso Jereissati. Serra obteve em São Paulo a maior votação absoluta, com mais de 11 milhões de votos. Dias conquistou no Paraná a maior votação do país em termos proporcionais: venceu a eleição com 77% da preferência dos paranaenses.

Com isso, a bancada tucana no Senado passará a contar com dez integrantes – dos atuais membros, só um tentou e não conseguiu se reeleger – e é, certamente, a mais qualificada do Congresso, com nada menos que seis ex-governadores.

O desempenho do PSDB na votação para a Câmara dos Deputados foi ainda melhor. O partido terá a terceira maior bancada, com 54 deputados. O resultado representa crescimento de 23% em relação à composição atual, com 44 parlamentares.

Em contrapartida, os partidos com as maiores bancadas (PT e PMDB) perderam cadeiras em comparação com a situação vigente. Os petistas na Câmara encolheram 20% e os peemedebistas, 7%. Junto com o PSDB, um dos poucos partidos que teve avanço expressivo no Congresso foi o PSB de Marina Silva.

Os tucanos também mantiveram importantes bancadas nas assembleias estaduais. Foram eleitos no último domingo 95 deputados estaduais. O PSDB terá representantes no Legislativo de 25 das 27 unidades da Federação.

Os resultados das urnas premiam a forma coerente com que o PSDB vem agindo tanto no Congresso quanto nos estados que governa. Um partido que está há 12 anos na oposição, resistindo à má política que o PT pratica, demonstra desta forma a força das ideias e das convicções a favor do Brasil. Está, portanto, mais preparado do que nunca para voltar a comandar o país com Aécio Neves.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Uma vitória histórica

Aécio Neves foi escolhido ontem pelos eleitores brasileiros para ser o adversário de Dilma Rousseff no segundo turno da eleição para presidente da República. Os resultados comprovam a arrancada histórica da candidatura do PSDB nos últimos dias e indicam que a onda que levará o tucano à vitória em 26 de outubro chegou com força total.

Aécio obteve 34.897.211 votos, ou o equivalente a 33,55% dos válidos. Superou com larga margem a candidatura de Marina Silva, que terminou a eleição em terceiro lugar com pouco mais de 22 milhões de votos ou 21,3% dos válidos.

Os resultados mostram firme avanço do PSDB na preferência do eleitorado brasileiro. Em praticamente todos os aspectos, o desempenho de Aécio foi superior ao do candidato tucano de quatro anos atrás, José Serra, eleito ontem senador por São Paulo.

Aécio foi vitorioso no Distrito Federal e em nove estados, dois a mais que em 2010. Proporcionalmente, a maior votação foi obtida em Santa Catarina, onde o tucano alcançou 52,9% dos votos. Aécio também foi primeiro colocado em 1.761 municípios, 331 a mais que em 2010.

Dilma Rousseff, a petista a ser batida daqui a três semanas, vem em trajetória descendente, depois de quatro anos de seu (des)governo. Seu percentual de votos caiu de 47% em 2010 para 41,59% agora. É a pior marca obtida por quem lidera um primeiro turno desde a eleição presidencial de 1989.

Dilma terminou a primeira rodada à frente em 15 estados, desempenho também pior que o de quatro anos atrás, quando vencera em 18. Desta vez, ela perdeu a dianteira em Goiás e Espírito Santo para Aécio e em Pernambuco para Marina.

PSDB e PT se enfrentaram nas seis últimas eleições. Os tucanos venceram duas vezes, em primeiro turno, com Fernando Henrique Cardoso. Petistas se saíam melhor três vezes, sempre com necessidade de passar por uma segunda votação. Agora é a hora de vencer Dilma e empatar a disputa histórica.

Aécio já antecipou ontem as linhas de sua campanha nesta etapa final: a união dos brasileiros em favor do Brasil. Ele deixou claro que pretende juntar todas as forças que se contrapõem ao PT para derrotar Dilma, a corrupção, a inflação e a recessão. O petismo, por sua vez, acena com os fantasmas de sempre, que já não metem medo em ninguém.

O eleitor brasileiro deu ontem recado claro que não aceita mais conviver com o descalabro atual. O povo quer mudança, expressa nos quase 55% dos eleitores que optaram por Aécio e Marina na votação deste domingo. A união destas forças irá levar o Brasil de volta ao bom caminho, irá restituir aos brasileiros o orgulho pelo país.

sábado, 4 de outubro de 2014

A hora e a vez de Aécio Neves

Os eleitores brasileiros vão às urnas no próximo domingo. É o momento maior da democracia. É a hora de eleger quem vai comandar o país pelos próximos quatro anos e também de escolher nossos representantes no Legislativo. Chegou a vez de mudarmos o rumo da história.

Aécio Neves chega ao pleito de domingo empatado com Marina Silva na disputa pela presidência da República. A diferença entre os dois, que era de 20 pontos na primeira semana de setembro, é hoje de apenas três, segundo pesquisa do Datafolha publicada ontem. Ou seja, estatisticamente deixou de existir.

A distância entre os dois caiu em praticamente todas as regiões. Em alguns estratos de renda, como os acima de cinco salários mínimos, o candidato tucano já lidera a corrida presidencial. 

Parece claro que, à medida que foi ficando evidente que Aécio é quem tem condições de derrotar o PT, votos que em algum momento chegaram a ir para Marina voltaram para ele.

Nas simulações de segundo turno contra Dilma Rousseff, Aécio e Marina alcançam agora a mesma pontuação. No entanto, além de estar em forte ascensão, o tucano tem maior potencial de crescimento, mostra o Datafolha.

Segundo as simulações do instituto, Aécio tem 41% de intenções de voto e 27% de eleitores potenciais numa segunda rodada. No caso de Marina, o percentual potencial é menor. 

Nesta métrica, Aécio também supera a adversária do PT: na soma entre intenções e potencial, Aécio pode atingir 68% no segundo turno; Dilma poderia chegar a até 59%.

Esta é uma eleição cheia de reviravoltas. Uma eleição que muitos, talvez apressadamente demais, deram como resolvida muito tempo antes de o eleitor efetivamente começar a pensar em decidir seu voto – apenas 15 dias atrás, o Ibope ainda mostrava 47% dos entrevistados com “pouco” ou “nenhum” interesse nas eleições.

Aécio sempre disse acreditar que chegaria o momento da “onda da razão”, numa eleição repleta de maremotos. O movimento que empurra o tucano para o segundo turno está chegando na melhor hora: a da decisão. Sua energia tende a se propagar com mais força ainda no segundo turno, levando Aécio à vitória em 26 de outubro.

O que sempre foi e continua perene é o sentimento pela mudança que orienta a vontade dos brasileiros nesta disputa. E aos poucos o eleitor foi vendo que quem tem as melhores condições para levar adiante a onda da mudança é o candidato do PSDB. No domingo, é chegada a hora e a vez de fazer valer as razões e as emoções que levam Aécio Neves a ser o futuro presidente que o Brasil quer ter.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O ‘risco Dilma’ assombra

A possibilidade de o atual partido no poder ganhar mais quatro anos à frente do governo está disseminando pânico na economia. É uma das raras vezes em que o conhecido suscita mais desconfiança do que credibilidade. Quem cuida do dinheiro prefere não correr o “risco Dilma”.

Ontem, o mercado financeiro brasileiro reagiu bastante negativamente às pesquisas eleitorais dos últimos dias. Preços das ações em queda expressiva – principalmente as das já castigadas estatais – e cotação do dólar em disparada.

A leitura que o mercado faz do cenário eleitoral é exagerada. Nem é provável que se dê o pior dos mundos, ou seja, que Dilma Rousseff liquide a fatura em primeiro turno, nem se pode dizer que a oposição não conseguirá derrotar o petismo no segundo turno. Neste momento, o certo é que não é possível saber quem disputará a rodada de 26 de outubro.

Queiramos ou não, as reações das finanças causam efeitos no bolso de todo mundo. O dólar, por exemplo, subiu 11% em um mês e ontem chegou ao maior patamar desde dezembro de 2008, auge da crise global. O movimento pode ter como consequência a aceleração da inflação e levar problemas às já esfrangalhadas contas externas, cujo rombo quase dobrou desde 2010.

Com o pânico, o mercado também já começou a ajustar as taxas de juros para cima. Os efeitos no dia a dia vêm na forma de encarecimento do custo de crédito, que enforca ainda mais os endividados e sufoca de vez a nossa já combalida economia.

A desconfiança geral deve-se ao fato de o Brasil ter hoje uma das piores combinações do mundo: inflação alta e crescimento baixo. Agora até o Banco Central já trabalha com projeções para o PIB deste ano perto de zero, enquanto o mundo como um todo deve crescer 2,5% e nossos vizinhos latino-americanos, 1,7%.

O “risco Dilma” avulta no horizonte na mesma medida em que o governo da atual presidente se recusa a admitir problemas, inventa bodes expiatórios para justificar seu fracasso e se furta a apontar que rumos poderia tomar caso os eleitores cometam a temeridade de manter o PT no comando do país por mais quatro anos.

Estamos diante de situação insólita: o temor que o conhecido desperta. Em 2002, o país viveu o inverso: o receio quanto à eleição de Lula. Mas, sabiamente, o PT optou por rezar pela cartilha herdada do PSDB e, enquanto assim procedeu, o Brasil foi bem. Anos depois, foi só o PT fazer o que acredita e defende para o caldo entornar.

O que pagamos hoje é o preço da desconfiança. Não apenas de investidores. Mas dos brasileiros em geral, que trabalham, produzem e consomem. Sabemos todos que a economia vive de expectativas e, com Dilma Rousseff mais quatro anos no Planalto, elas são as piores possíveis. Este risco não vale a pena corrermos.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Oposição para mudar

Estamos a menos de uma semana da eleição que vai definir um novo futuro para o país. As escolhas são claras: perseverar no erro, dar um salto no escuro ou optar por quem sempre foi oposição ao governo que aí está, quem resistiu e combateu, ao longo de todos estes 12 anos, o descalabro a que o PT vem conduzindo o Brasil.

No próximo domingo, os brasileiros escolherão não apenas um novo presidente da República, mas um novo governo. Não uma única pessoa, mas uma visão de mundo e uma equipe. Não um salvador ou um mito, mas um líder. É disto que se trata: de fazer a opção por um projeto que seja capaz de soerguer o país e recuperar a confiança da nação num futuro melhor.

Vivemos há 12 anos sob a égide do PT. Neste período, houve, sim, avanços. Mas a verdade é que ficaram muito aquém do que um país com a força do Brasil poderia ter alcançado. Nos anos recentes, desde a crise de 2008, as conquistas começaram a ser postas em risco e, no atual governo, foram definitivamente hipotecadas em nome apenas da perpetuação de poder.

Na eleição de domingo, os brasileiros terão a chance de optar por manter tudo como está. A questão que fica é: um governo que tem tantos problemas, que a cada semana se vê enredado numa nova denúncia de corrupção, merece permanecer? Será que o país aguenta mais quatro anos de PT?

Entre as opções à escolha dos eleitores está alguém de boas intenções, mas de enormes incertezas, graúdas inconsistências e flagrante incoerência. Alguém que militou durante quase toda sua vida púbica no PT, defendeu as mais caras teses petistas, calou-se quando o PT foi fundo nas falcatruas do mensalão e, no PT, opôs-se às principais conquistas recentes da sociedade brasileira, como a estabilidade da moeda e a responsabilidade fiscal.

Mas o Brasil tem, felizmente, como escolher o caminho seguro, fazer a opção mais correta e levar o país de volta ao rumo do desenvolvimento, do progresso, da honradez e da eficiência. No próximo domingo, os brasileiros temos, felizmente, a possibilidade de marcar na urna eletrônica o nome de Aécio Neves.

É este grupo político, que jamais se coadunou com o petismo, que nunca aderiu oportunisticamente aos governos de Lula ou de Dilma, que busca agora o voto popular para mudar o Brasil.

Oposição existe para se opor e para construir o novo. Ao longo das mil edições que hoje se completam, esta Carta de Conjuntura busca colaborar na construção deste novo mundo e deste novo Brasil que pode começar a nascer no próximo dia 5 de outubro.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A onda da virada

A mais recente pesquisa de opinião do Ibope mostra que o momento efetivo de decisão dos eleitores ainda está apenas começando. Quase metade dos brasileiros ainda não está ligada na votação que acontece dentro de pouco mais de duas semanas. Mas a onda da mudança já começou a apontar o rumo certo: o de Aécio Neves.

Na média, o candidato tucano subiu quatro pontos e recuperou o patamar de 19% das intenções de voto. A diferença em relação a Marina Silva, que era de 18 pontos até o início do mês, caiu agora para apenas 11 pontos.

Na pesquisa espontânea, o tucano aparece apenas nove pontos atrás de Marina no primeiro turno: 24% a 15%. Segundo analistas, estes são os votos já realmente consolidados de cada candidato. Ou seja, o patamar firme da socialista é bem mais baixo do que levam a crer os números mais robustos exibidos pelas pesquisas estimuladas.

Ao passar para a votação final, Aécio tem grandes chances de derrotar a candidata do PT. Na simulação de segundo turno, a diferença a favor de Dilma Rousseff chegava a 15 pontos na rodada anterior do Ibope, feita há uma semana, e agora caiu à metade.

Em várias faixas etárias, Aécio teve crescimentos bem mais expressivos que na média. Entre jovens de 16 a 24 anos, saltou de 14% para 20% em uma semana; entre os que têm 25 e 34 anos, subiu de 15% para 20% e, na faixa acima de 55 anos, saiu de 12% para 18%, já bem próximo dos 24% de Marina Silva.

Entre as regiões, o crescimento de Aécio foi especialmente forte no Sul, onde passou de 17% para 23%, empatando com Marina. Em todas as demais, o tucano também subiu. Firme também foi sua alta em municípios de interior (de 15% para 19%) e, especialmente, nas cidades com menos de 50 mil habitantes, onde Aécio cresceu de 13% para 21%, também em condição de empate com a socialista.

O candidato da mudança também avançou em todos os níveis de escolaridade, chegando a 26% entre os que têm ensino superior, à frente de Dilma. Em todas as faixas de renda também houve crescimento de Aécio: na acima de cinco salários mínimos, a diferença em relação a Marina Silva, que lidera no estrato, caiu de 15 para 6 pontos. Vale ressaltar que, em uma semana, Dilma perdeu dez pontos na faixa de renda até um salário mínimo.

Embora alguns queiram nos fazer crer que a eleição está definida, para a maior parte dos eleitores ela sequer começou: 47% dos entrevistados ouvidos pelo Ibope ainda se declaram com “pouco” ou “nenhum” interesse pela votação que acontece daqui a 17 dias.

Dizem que o tempo sempre mostra quem tem razão. A onda da virada que vai mudar o país e levá-lo de volta ao caminho da decência, da prosperidade e da valorização do esforço individual começou e vai, na hora certa da escolha, também somar as razões do coração.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

A onda da razão

A campanha presidencial deste ano está presa em uma mistura de mistificações e empulhações. Faltando 20 dias para a votação que definirá o futuro do país pelos próximos quatro anos, está na hora de o debate espelhar a gravidade da situação que o Brasil enfrenta. É chegado o momento da razão.

Líder nas pesquisas, Dilma Rousseff protagoniza uma das campanhas mais sórdidas já vistas na história do país. Suas peças publicitárias são apelativas e o Brasil que sua propaganda no rádio e na TV veicula é uma mentira sem qualquer ligação com a realidade.

A candidata-presidente não parece nem um pouco preocupada com isso. Em suas declarações públicas, reforça o tom enganoso que os marqueteiros petistas imprimiram a suas criações carentes de escrúpulos. Ontem, por exemplo, disse que um Banco Central autônomo “tira comida e perspectiva da vida das pessoas”. O grau de obscurantismo da campanha petista não tem limites.

Por outro lado, Marina Silva não demonstra capacidade de garantir que um eventual governo seu teria pulso para levar o país de volta ao prumo. Suas convicções não resistem a contestações e as visões internas de seu gruo político são fragmentadas, contraditórias.

Um exemplo é o tratamento a ser dado à inflação. Um de seus principais assessores econômicos defendeu o aumento da meta de inflação do próximo ano, num momento em que o país se vê prejudicado pela leniência da gestão atual, que deixou o custo de vida escapar de controle e namorar perigosamente o teto da meta.

Ontem, Marina desautorizou a posição defendida por Alexandre Rands, que foi obrigado, inclusive, a divulgar nota à imprensa explicando-se. Foi mais um lance do estica-e-puxa que marca a candidatura do Partido Socialista, acossado por suas contradições e incongruências.

A difícil situação em que o país se encontra não admite experimentos arriscados, nem tampouco permite que perseveremos na direção equivocada em que a gestão petista nos enfiou. Para o bem dos brasileiros, a importante decisão a ser tomada em 5 de outubro próximo deve se guiar pela razão.

Um país na condição em que o Brasil está não comporta amadorismos, nem aceita que o modelo baseado na pilhagem e na truculência persista. Uma nação com a importância do Brasil não pode ficar à mercê da inexperiência de Marina Silva, nem continuar refém da incapacidade de Dilma Rousseff.

É hora de a onda da razão levar o país de volta a um bom caminho, à mudança segura, à transformação qualificada. É hora de os brasileiros caminharem juntos, unidos, para eleger Aécio Neves e reconquistar a confiança num futuro melhor que todos querem e a nossa gente merece.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Curtindo um palanque adoidado

Começou ontem, oficialmente, o período para as campanhas eleitorais deste ano. A partir de agora, as condições de competição entre os candidatos tornam-se menos desequilibradas. Nada impede, porém, que aqueles que têm a máquina nas mãos continuem a abusar da privilegiada condição, a exemplo do que tem feito Dilma Rousseff.

Nas últimas semanas, a candidata-presidente empreendeu uma agitada agenda de inaugurações e participações em eventos públicos a fim de turbinar sua exposição e, desta maneira, compensar pelo menos em parte a erosão em sua popularidade. Foram oito estados em dez dias, entregando o que estava e, principalmente, o que não estava pronto.

Na quinta-feira passada, deu-se o ápice e a petista protagonizou um dos lances de politicagem eleitoreira mais explícitos da história. Despachou ministros – de áreas tão díspares quanto saúde, portos e ciência e tecnologia – para 11 localidades em sete estados do país e comandou a entrega sincronizada de moradias do Minha Casa, Minha Vida.

A partir de Brasília, a presidente ganhou ribalta para aparecer em telões espalhados pelo Brasil, enquanto seus enviados ensaiavam um jogralzinho desfilando as maravilhas particulares de cada conjunto habitacional entregue. Tudo pago com dinheiro (R$ 2 milhões, pelo menos) do contribuinte.

Dilma aproveitou a ocasião para lançar a terceira fase do programa habitacional. Não explicou, porém, como assumiu compromissos que não tem como garantir – seja porque novo mandato ela ainda não tem, seja porque sequer as condições objetivas para uma futura nova etapa estão asseguradas.

“Segundo o Ministério das Cidades, não há previsão para publicação da portaria com o detalhamento do programa”, informou O Globo. Não se sabe as condições operacionais, nem tampouco o montante de recursos disponível para construir as prometidas 3 milhões de novas unidades.

É no mínimo curioso que o governo faça novos anúncios muito antes de cumprir suas antigas promessas. No caso do Minha Casa, apenas 25% das moradias prometidas por Dilma em 2011 foram efetivamente entregues aos beneficiários até agora, mostrou O Estado de S. Paulo em sua edição de sábado.

Esta, aliás, é a tônica da correria petista em véspera eleitoral: apressar-se para tentar mostrar em poucas semanas o que não fez em quatro anos – em muitos casos, em 12 anos...

É sintomático que o grosso da agenda de Dilma seja preenchido com sua participação em formaturas de alunos de ensino técnico, a entrega de moradias e a doação de máquinas e equipamentos a prefeitos. É o que ela tem a mostrar. Grandes obras, nem pensar.

Os petistas se sentem bastante à vontade nos palanques, mas não na administração diária do país. Governar dá trabalho e isso não é lá muito com eles. Uma pequena amostra disso é que, recentemente, Dilma foi questionada por jornalistas estrangeiros sobre por que a economia brasileira vai tão mal e, singelamente, respondeu: “Não sei”.

Os brasileiros, contudo, não têm dúvidas: é preciso mudar a situação geral do país, desejo expresso por sete em cada dez cidadãos. A oportunidade para isso começa agora com uma campanha eleitoral destinada a discutir francamente um novo e melhor futuro para o Brasil. Resta saber se o PT está disposto a isso ou vai continuar optando pelo vale-tudo ao qual se lança costumeiramente para tentar vencer eleições a qualquer custo.

sábado, 5 de julho de 2014

Segundo turno à vista

Nem com toda a propaganda oficial, nem com todo o clima de festa que cerca a época de Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff consolidou suas chances de vitória nas eleições de outubro. 

O que a mais recente pesquisa de intenções de voto, divulgada ontem pelo Datafolha, atesta é que a disputa será decidida em dois turnos e, na segunda rodada, a oposição tem tudo para vencer.

Para começar, as intenções de voto na candidata-presidente empatam rigorosamente com as declaradas nos demais candidatos: 38% a 38%. No início de junho, Dilma tinha percentual menor (34%), mas os oponentes pontuavam bem menos (32%). Ou seja, neste último mês mais eleitores se inclinaram a ficar contra do que a favor da petista.

Dilma também tem contra si uma taxa de rejeição que é o dobro da de Aécio Neves: 32% a 16%. A proporção daqueles que dizem que não votarão na petista “de jeito nenhum” é ainda mais acachapante em determinados grupos: somam 51% entre os eleitores com ensino superior, 49% nos de renda acima de dez salários mínimos e 40% na região Sudeste. Se depender deles, Dilma já pode pedir o boné...

Em alguns segmentos de renda e região, Aécio já vence ou empata com a presidente. Entre os que ganham entre cinco e dez salários mínimos, o tucano tem 36% dos votos e a petista, 26%. Igual vantagem é registrada entre os que completaram o ensino superior, faixa em que Aécio ganhou sete pontos em um mês. No estrato acima de dez salários, há empate técnico entre os dois, situação que se repete nos estados do Sudeste.

Dá para delimitar claramente onde Dilma Rousseff concentra a maior parte de suas forças: a região Nordeste, as cidades de interior do país, os brasileiros que ganham menos de dois salários mínimos, as mulheres e os eleitores com apenas ensino fundamental completo.

Os números colhidos pelo Datafolha para um possível segundo turno evidenciam as reais chances de vitória da oposição. Hoje, a diferença entre Dilma e Aécio é de apenas sete pontos percentuais: 46% a 39%. Vale lembrar: há pouco mais de quatro meses, em fevereiro passado, a petista tinha o dobro das intenções de voto no tucano nesta mesma simulação.

Ainda sobre o segundo turno, Aécio já empataria com Dilma entre os jovens, entre aqueles com escolaridade até o ensino médio, nas regiões metropolitanas e na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos. E venceria a petista entre os brasileiros com ensino superior, com renda acima de cinco salários, nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste e nos municípios com mais de 200 mil habitantes.

Por enquanto, apenas um terço dos eleitores manifesta “grande interesse” pelas eleições. Ou seja, a decisão do voto ainda está sendo postergada, com os brasileiros à espera de conhecer melhor as alternativas que têm ao que já está aí há 12 anos e já é muito bem conhecido.

A oposição tem uma avenida pela frente para decolar. Enquanto 50% dizem “conhecer muito bem” a presidente, apenas 16% manifestam a mesma posição em relação a Aécio Neves. Assim, o início da propaganda eleitoral, com exibição equânime dos candidatos, tende a favorecer quem é menos conhecido e não quem já está aí, massivamente vendida todos os dias pela propaganda oficial, há anos.

Os resultados do Datafolha se juntam aos de outros institutos de pesquisa e apontam, todos, numa única direção: o país ruma para uma eleição em que os cidadãos optarão pela mudança, abrindo nova fase de prosperidade e de desenvolvimento para os brasileiros. A campanha que ora começa será valiosa para aclarar os novos caminhos que se abrem, dando aos eleitores as melhores condições de fazer as escolhas que o Brasil precisa.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Velhas promessas e o ranço de sempre

Dilma Rousseff foi ungida no fim de semana como candidata à reeleição pelo PT com uma mistura de promessas recicladas, velhos ranços e slogans inverossímeis. É a demonstração mais evidente de que, em seu mandato, a presidente da República não produziu realizações suficientes para justificar mais quatro anos de governo.

Um marciano que descesse à Terra no sábado passado provavelmente concluiria que ali reunia-se um partido em guerra para assumir pela primeira vez o comando do país. Imaginaria que a mulher que discursava prometendo mundos e fundos jamais sequer passara perto de sentar-se numa cadeira no Executivo.

O mesmo marciano provavelmente levaria um susto ao saber que o partido que realizava sua rica e tecnológica convenção governa o Brasil há quase 12 anos e já está prestes a completar sua terceira gestão seguida no comando do país.

Nosso ET imaginário certamente cairia para trás ao saber que a mulher tão pródiga em prometer ocupa há quase quatro anos a cadeira de principal mandatária do país, além de ter participado, durante todos os dias, dos dois governos que a precederam.

O marketing petista parece crer na necessidade de tornar suas promessas mais vistosas. Para tanto, até criou um novo rótulo para enfeixá-las: Plano de Transformação Nacional, que chega para ocupar o vácuo do Programa de Aceleração do Crescimento. Um e outro se assemelham: não passam de vento, intenções ao léu, cantilena sem efeitos benéficos para a população.

O tal plano prevê desburocratização, investimentos em educação, reforma do sistema político através de plebiscito, revisão de pacto federativo e melhorias nos serviços públicos. “Aglutina programas de governo que já existem com ideias genéricas que ainda estão em discussão”, sintetizou a Folha de S.Paulo no domingo.

Aquilo que não é platitude foi xerocado de propostas que a oposição vem sustentando há anos, como a necessidade de arejar o Estado, desonerar o cidadão e reequilibrar direitos e deveres dos entes nacionais. E também há excentricidades como o “Banda Larga para Todos” num país em que metade da população nem esgotamento sanitário tem.

Se nos compromissos a plataforma petista é enganosa, no tom é beligerante. A retórica nervosa e agressiva deu o norte na convenção que ungiu a candidatura à reeleição. Para alguém que hoje tem a atribuição de governar para todos os brasileiros, nada mais explícito para comprovar o desequilíbrio da mandatária.

O PT vai insistir na tese de que representa o bem e seus adversários são o mal encarnado. Mas os petistas se julgam tão superiores que contra o “nós” deles cabem todos os demais. Ou seja, será uma espécie de luta do “nós” (os petistas) contra todos – tucanos, republicanos, democratas, pipoqueiros, indignados, taxistas, sindicalistas e qualquer um que não diga amém.

Tomando por base o que disse Dilma no sábado, ela e seu partido também não veem problema algum na rota que o país vem trilhando nos últimos anos. Parecem crer que basta fazer mais do mesmo, aprofundar a opção pela equivocada “nova matriz econômica” para que as portas da esperança finalmente voltem a se abrir.

Como o espírito do tempo não deixa margem a ignorar o sentimento de mudança que grassa na população, os petistas não se furtaram a tentar apropriar-se dele: “Mais mudança; mais futuro”, pede seu slogan. Impossível admitir que quem está aí há tanto tempo, e é hoje o real responsável por problemas que remanescem sem solução, seja o portador de qualquer transformação.

O que o PT não entendeu é que o passado hoje são eles. Quando Dilma diz, como fez ontem em Macapá, que programas como o Minha Casa, Minha Vida nasceram porque “no passado não se dava importância à casa própria”, esquece-se convenientemente que, quando o programa foi lançado, o PT já era governo há seis anos.

Na campanha que se aproxima, Dilma Rousseff terá que responder pelos seus atos, pelo governo que comandou, pelas promessas que não cumpriu, pelo pouco que realizou. Na convenção que a escolheu candidata, não fez nada disso. Certamente porque não tem resposta para nenhuma destas questões.

terça-feira, 17 de junho de 2014

A união contra o ódio

Há duas forças políticas em disputa hoje no país. Uma prega o ódio; a outra defende a união. Uma quer dividir os brasileiros; a outra busca uma nação que seja melhor para todos, indistintamente.

Inverter estes papéis é a estratégia de quem sempre apostou num Brasil conflagrado e, quando colhe o que planta cotidianamente, age como o batedor de carteira que, apanhado, grita “pega ladrão”.

Quem, mais que o PT, vem insuflando o ódio e tentando, com seu discurso sectário, dividir o país entre pobres e ricos, entre brancos e negros, entre elite e miseráveis? Não há cargo nem liturgia que impeçam seus próceres de exercitar sua retórica da intransigência, onde quer que a oportunidade surja.

Os petistas usam todos os meios à mão, lícitos e, principalmente, ilícitos, para propagar sua ode à divisão do país. Quem não está a favor do governo é tachado de “pessimista”, de “perdedor”, de antipatriótico. Não apenas nos palanques, mas também em solenidades oficiais. Cadeias de rádio e televisão tornaram-se tribuna de honra para ataques partidários.

Os líderes petistas aproveitam todos os espaços disponíveis – e subvertem os que não deveriam estar disponíveis – para constranger adversários, sempre classificando-os como espécies de vendilhões da pátria, traidores da nação, feitores do povo. Quem não está conosco está contra nós – é esta a mensagem sempre veiculada pelos porta-vozes do PT.

Que militantes sectários ajam assim, até vá lá. Mas a coisa muda muito de figura quando até a presidente da República não se furta a desrespeitar quem pode interpor-se ao projeto de poder total de seu partido. Foi o que fez Dilma Rousseff ontem ao atacar um governador de Estado em mensagem gravada a petistas no lançamento de seu candidato ao governo de São Paulo.

É assim que o PT faz política: atacando, achincalhando, desrespeitando. Quando tomam apupos como respostas, posam de vestais. As vaias e os xingamentos são difusos, partem de gente insatisfeita com o governo, ainda que com maus modos. São uma réplica à forma de governar de um partido e não agressão a uma mulher.

A retórica agressiva do PT, em contrapartida, é parte essencial de sua estratégia política, espinha dorsal de sua lógica de comunicação. Tanto que partiu de seu marqueteiro, o 40° ministro da República, João Santana, a comparação dos adversários de Dilma a “uma antropofagia de anões, (que) vão se comer, lá embaixo”. Se nove meses atrás a ordem unida já era esta, imagina agora depois da Copa...

O mago das campanhas eleitorais petistas dá a nota, mas quem executa a sinfonia de diatribes é Luiz Inácio Lula da Silva. A cada vez que lhe abrem os microfones para falar, o ex-presidente mostra-se incapaz de produzir uma mensagem construtiva, uma palavra em favor de uma concertação nacional. Sua lógica sempre é a do sectarismo.

À guisa de “responder” a investida da oposição, o petista exercitou ontem, mais uma vez, sua pregação do ódio. Mais uma vez, apostou na divisão da sociedade. Mais uma vez, lançou mão de manipulações da história e da reescrita do passado. É assim, e só assim, que o PT busca conseguir seus triunfos.

Os brasileiros de bem não suportam mais a maneira conflituosa de fazer política que o PT pratica. Os brasileiros de bem querem, isso sim, a reconquista da união e da civilidade. A mesma união que fez o país superar a truculência política, a instabilidade econômica, o atraso social. A união que, nas últimas três décadas, construiu a nação que hoje somos. O Brasil é de todos os brasileiros e não de uma facção que dele considera ter se apossado.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

As boas-novas do Datafolha

O detalhamento da mais recente pesquisa de intenção de votos feita pelo Datafolha sugere que a oposição tem uma pista livre para decolar nos próximos meses até a eleição de outubro. Tudo indica que o tempo do PT está chegando ao fim. Está se aproximando a hora da mudança. Ufa!

O resultado geral mais significativo é a persistente queda das intenções de voto na presidente Dilma Rousseff. Desde fevereiro, ela perdeu dez pontos e hoje tem 34%. As quedas mais acentuadas ocorreram no Norte e no Nordeste. Também não aconteceu a decantada decolagem que João Santana, no alto de toda a prepotência, previu em outubro do ano passado.

Num eventual segundo turno, a petista já sente o calor da aproximação de Aécio Neves. Na simulação feita no início deste mês, a diferença a favor da candidata-presidente é de apenas oito pontos percentuais: 46% a 38%. Há quatro meses, em fevereiro, na mesma simulação Dilma tinha simplesmente o dobro das intenções de voto do tucano: 54% a 27%.

Em estados cruciais como São Paulo, que reúne 22% do eleitorado brasileiro, a presidente já está atrás de Aécio nas simulações de segundo turno (46% a 34%) e aparece tecnicamente empatada com ele na disputa em primeiro turno: 23% a 20%, segundo informa a Folha de S.Paulo em sua edição de hoje.

Ainda em relação a um cada vez mais certo segundo turno, Aécio vence Dilma nas regiões Sul e Sudeste enquanto no Centro-Oeste há rigoroso empate. A rejeição à candidata-presidente vem subindo e hoje já é a maior entre todos os candidatos (35%), enquanto a de Aécio é declinante e hoje encontra-se em 29%.

O caldo geral a favor da mudança continua engrossando: 74% dos entrevistados pelo Datafolha pedem um governo que tome atitudes diferentes do que faz a gestão Dilma. Para 21% dos entrevistados, Aécio é quem está mais preparado para fazer as transformações que o Brasil precisa – o percentual equivale ao dobro dos que pensavam assim em fevereiro. Dilma é apontada agora por 16%.

Todo o bom desempenho do senador tucano acontece a despeito do bombardeio propagandístico que o governo federal promove em rádios e televisões de todo o país tentando apropriar-se de realizações que, na maioria dos casos, nem dele são – como acontece em Minas e em São Paulo, para ficar apenas em alguns poucos exemplos.

As chances de Aécio ganham ainda maior relevância quando se sabe que, segundo o Datafolha, ele ainda é pouco conhecido pela população em geral. Enquanto 55% dos entrevistados dizem conhecer Dilma muito bem, apenas 19% afirmam o mesmo em relação ao ex-governador de Minas Gerais. Ou seja, à medida que começa a ser mais bem conhecido, Aécio sobe.

Do potencial de maior conhecimento do candidato do PSDB também pode depender a migração dos que hoje se mostram desalentados com as eleições e indicam disposição para votar branco, nulo ou abster-se em outubro. Nesta condição encontram-se 30% dos brasileiros, que ora se declaram sem candidatos.

Os resultados do Datafolha – que ouviu 4.337 pessoas, mais que o dobro do usual – corroboram outras pesquisas de outros institutos. Ou seja, não são pontos fora da curva. A eleição, de fato, caminha para favorecer a escolha de um novo rumo para o Brasil. Não é por outra razão que o desespero ora campeia nas hostes petistas, a ponto de Lula deitar críticas, dia sim dia também, ao governo de sua pupila. Agora, Lula, é tarde.