A situação no país está tão desalentadora que até notícia ruim agora está sendo motivo de comemoração em Brasília. O Brasil foi novamente rebaixado por mais uma agência de classificação de riscos, mas isso foi visto com alívio pelas autoridades da administração Dilma. São traços de um governo que se contenta com o “menos pior”.
Ontem, a Moody’s rebaixou a nota de crédito do Brasil. Com a decisão, mais uma agência de rating deixou os papéis brasileiros a um degrau da classificação de especulativos, ou seja, pouco confiáveis aos olhos dos investidores. Em julho, a Standard & Poor’s já havia colocado a avaliação da dívida brasileira em perspectiva negativa.
A notícia, porém, foi recebida com festa em Brasília. Explica-se: o cenário é tão ruim que a expectativa era de que a Moody’s não só rebaixasse a nota brasileira como também a mantivesse com perspectiva negativa, ou seja, com chance de nova baixa no curto prazo. Mas a agência mudou o viés para “estável”. Com isso, a classificação não deve se alterar pelo menos nos próximos seis a nove meses.
O rebaixamento decidido pela Moody’s decorre da seguinte equação: baixo crescimento da economia, sem perspectiva de melhora até o fim do mandato da atual presidente; gastos públicos em alta, sem que o governo demonstre capacidade de freá-los; uma total ausência de iniciativas para reformar o país e uma completa falta de liderança política do governo no Congresso. Alguém discorda da avaliação dos analistas da agência?
Para que o pior não aconteça, ou seja, para que o Brasil não passe a ser considerado um porto inseguro para investidores globais, a economia nacional teria que crescer 2% ao ano e o governo teria que produzir superávits fiscais da ordem de 2% do PIB, segundo a Moody’s. Difícil, não?
Basta ter presente que a perspectiva realista e predominante entre os analistas é de recessão neste – podendo chegar a uma queda do PIB próxima a 3% até dezembro – e no próximo ano e que as metas fiscais do governo são de 0,15% do PIB neste ano e 0,7% em 2016 para aferir a distância entre realidade e desejo.
Na prática, o Brasil já remunera os investidores com juros tão altos quanto se o país já fosse classificado como uma economia de grau especulativo. O que se recebe para pôr dinheiro aqui é mais do que em lugares com reputações tão ruins, em termos financeiros, quanto a nossa, como a Índia, a Indonésia ou a Turquia. Com a perspectiva de alta da dívida pública, a tendência é pagarmos ainda mais.
Na prática, a decisão da Moody’s representou um gesto de boa vontade com o país, tendo como único fiador o ministro da Fazenda. Mal sabe a agência que hoje Joaquim Levy se fia numa parte do PMDB e depende da boa vontade de um partido cindido para que o governo encontre uma agenda positiva, ainda que improvável.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Um inferno lotado de intenções
Dilma Rousseff parece estar ensaiando um discurso para reagir à crise. Pena que ele contradiga tudo o que a presidente e seu partido fizeram nos últimos anos para chegar e se manter no poder.
O governo parece ter achado uma agenda para suplantar o ajuste fiscal e repor o país nalguma rota de crescimento. Pena que ela colida com tudo o que o PT pratica à frente do país e contenha medidas contra as quais o partido de Lula, Dilma e José Dirceu sempre se bateu.
Este talvez seja o maior problema da narrativa petista: entre a intenção e a prática vai longa distância, numa estrada esburacada por contradições, subterfúgios e mentiras. Torna-se, portanto, difícil crer que haja boa-fé nos propósitos patrocinados pelo Planalto e seus aliados.
Aboletada em palanques país afora, Dilma agora repete que não se pode admitir “vale-tudo”, nem torcer pelo “quanto pior, melhor”. Será que ela se lembra do que seu partido adotou como modus operandi durante toda sua existência até chegar ao poder? Será que se recorda de como ela mesma obteve seu segundo mandato, na mais suja eleição da história?
Se Lula se dizia a “metamorfose ambulante”, Dilma se revela a contradição em carne e osso. Um dia acena com diálogo, no outro arrosta com ameaças e enfrentamentos. Afirma a plateias que se deve pensar primeiro no país, mas age sempre privilegiando o projeto político de seu partido. Em suma: diz uma coisa, mas faz outra.
Distância parecida separa a prática de governo da agenda de medidas que o Planalto ensaia patrocinar a partir de sugestões feitas por senadores liderados por Renan Calheiros. Não é que sejam erradas; é que colidem com a atitude e a visão de mundo que o PT professa. Difícil crer que transponham o campo das boas intenções.
Como esperar que o governo que promoveu, por meio de uma embolorada matriz econômica, uma intervenção tão exagerada quanto desastrada na economia seja capaz agora de garantir segurança jurídica, regras estáveis e ágeis para o investimento privado?
Como crer que o governo do partido que promoveu a maior pilhagem dos cofres públicos da história comungue da aprovação de uma lei de responsabilidade para estatais? (Sem falar que, no passado, este mesmo partido foi às raias dos tribunais tentar impedir que regras de responsabilidade no trato do dinheiro público fossem adotadas no país?) Ou aprove mudanças na Previdência que rejeitou quando era a oposição do “quanto pior, melhor”?
O governo está se esforçando para encontrar uma narrativa, mas carrega um déficit de credibilidade de tal ordem que será preciso muito mais para alterar os humores dos brasileiros e ressuscitar a confiança numa mudança do país para melhor. Por enquanto, não passa de conversa fiada.
O governo parece ter achado uma agenda para suplantar o ajuste fiscal e repor o país nalguma rota de crescimento. Pena que ela colida com tudo o que o PT pratica à frente do país e contenha medidas contra as quais o partido de Lula, Dilma e José Dirceu sempre se bateu.
Este talvez seja o maior problema da narrativa petista: entre a intenção e a prática vai longa distância, numa estrada esburacada por contradições, subterfúgios e mentiras. Torna-se, portanto, difícil crer que haja boa-fé nos propósitos patrocinados pelo Planalto e seus aliados.
Aboletada em palanques país afora, Dilma agora repete que não se pode admitir “vale-tudo”, nem torcer pelo “quanto pior, melhor”. Será que ela se lembra do que seu partido adotou como modus operandi durante toda sua existência até chegar ao poder? Será que se recorda de como ela mesma obteve seu segundo mandato, na mais suja eleição da história?
Se Lula se dizia a “metamorfose ambulante”, Dilma se revela a contradição em carne e osso. Um dia acena com diálogo, no outro arrosta com ameaças e enfrentamentos. Afirma a plateias que se deve pensar primeiro no país, mas age sempre privilegiando o projeto político de seu partido. Em suma: diz uma coisa, mas faz outra.
Distância parecida separa a prática de governo da agenda de medidas que o Planalto ensaia patrocinar a partir de sugestões feitas por senadores liderados por Renan Calheiros. Não é que sejam erradas; é que colidem com a atitude e a visão de mundo que o PT professa. Difícil crer que transponham o campo das boas intenções.
Como esperar que o governo que promoveu, por meio de uma embolorada matriz econômica, uma intervenção tão exagerada quanto desastrada na economia seja capaz agora de garantir segurança jurídica, regras estáveis e ágeis para o investimento privado?
Como crer que o governo do partido que promoveu a maior pilhagem dos cofres públicos da história comungue da aprovação de uma lei de responsabilidade para estatais? (Sem falar que, no passado, este mesmo partido foi às raias dos tribunais tentar impedir que regras de responsabilidade no trato do dinheiro público fossem adotadas no país?) Ou aprove mudanças na Previdência que rejeitou quando era a oposição do “quanto pior, melhor”?
O governo está se esforçando para encontrar uma narrativa, mas carrega um déficit de credibilidade de tal ordem que será preciso muito mais para alterar os humores dos brasileiros e ressuscitar a confiança numa mudança do país para melhor. Por enquanto, não passa de conversa fiada.
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terça-feira, 11 de agosto de 2015
Desafios da Petrobras
Não foi desta vez que a Petrobras voltou a dar alegrias a seus acionistas e aos brasileiros em geral. A outrora maior companhia do país continua devendo bons resultados, ainda sob os escombros da pilhagem de que foi vítima nos últimos anos pela gestão petista. Seus próprios gestores atuais admitem: a recuperação vai demorar a vir.
Na semana passada, a Petrobras anunciou seus resultados no segundo trimestre do ano. O mais impactante foi a queda de 89% nos lucros em relação ao período de abril a junho de 2014. No semestre, a baixa foi menor (43%), mas nem por isso menos expressiva: sobraram quase R$ 5 bilhões a menos no caixa nestes seis meses.
Quem acompanha o dia a dia da companhia contava com um lucro que poderia ultrapassar R$ 4 bilhões, mas a estatal só entregou R$ 531 milhões. Resultado: as ações despencaram depois da divulgação dos resultados e das explicações dos gestores da companhia. No ano, ainda sobra um magérrimo ganho de 3,5% – que não dá nem para cobrir a inflação...
O que mais impactou o resultado da estatal no trimestre não foi a sua operação (que melhorou, com alta na produção). A Petrobras resolveu pagar impostos em litígio com a União e provisionou R$ 4,4 bilhões para quitar IOF em atraso. A ajudinha veio justamente no momento em que o Tesouro (ou seja, o governo) caça dinheiro de todo tipo para tentar engordar o resultado fiscal. Todo mundo achou estranho.
Na realidade, a companhia revelou que tem uma montanha de passivos fiscais entocados na sua contabilidade. Somam R$ 96 bilhões, capazes de deixar analistas e investidores de cabelo em pé com as perspectivas sombrias que levantam sobre a saúde da empresa. O montante praticamente equivale ao atual valor de mercado da Petrobras.
O endividamento da empresa também continua monstruoso. A dívida bruta ultrapassou R$ 415 bilhões. Em seis meses, aumentou 18% e já é superior ao patrimônio da companhia. A dívida líquida subiu para R$ 324 bilhões, mantendo o risco de rebaixamento da avaliação de crédito sobre a cabeça da Petrobras – algo que poderia lhe tirar mais uns 30% de valor de mercado, segundo analistas.
O estrago que a empresa sofreu nestes anos em que foi transformada em butim repartido pelo PT com seus aliados demorará a ser superado. Segundo Aldemir Bendine, presidente da Petrobras desde fevereiro, é serviço para, no mínimo, mais cinco anos. Isso dá a dimensão do tempo perdido por este patrimônio dos brasileiros depois que o governo resolveu intervir fortemente no setor de petróleo e mudar as regras de exploração no país.
A situação da Petrobras reforça a conveniência de rever os marcos legais e retirar da empresa os cabrestos que a gestão petista lhe impôs. O balanço geral indica que as obrigações do pré-sal e do modelo de partilha só lhe causaram perdas. Em boa hora, o Congresso deve aprovar proposta do senador José Serra que retira a obrigatoriedade de a Petrobras participar de negócios para os quais demonstra, a olhos vistos, não ter fôlego.
Na semana passada, a Petrobras anunciou seus resultados no segundo trimestre do ano. O mais impactante foi a queda de 89% nos lucros em relação ao período de abril a junho de 2014. No semestre, a baixa foi menor (43%), mas nem por isso menos expressiva: sobraram quase R$ 5 bilhões a menos no caixa nestes seis meses.
Quem acompanha o dia a dia da companhia contava com um lucro que poderia ultrapassar R$ 4 bilhões, mas a estatal só entregou R$ 531 milhões. Resultado: as ações despencaram depois da divulgação dos resultados e das explicações dos gestores da companhia. No ano, ainda sobra um magérrimo ganho de 3,5% – que não dá nem para cobrir a inflação...
O que mais impactou o resultado da estatal no trimestre não foi a sua operação (que melhorou, com alta na produção). A Petrobras resolveu pagar impostos em litígio com a União e provisionou R$ 4,4 bilhões para quitar IOF em atraso. A ajudinha veio justamente no momento em que o Tesouro (ou seja, o governo) caça dinheiro de todo tipo para tentar engordar o resultado fiscal. Todo mundo achou estranho.
Na realidade, a companhia revelou que tem uma montanha de passivos fiscais entocados na sua contabilidade. Somam R$ 96 bilhões, capazes de deixar analistas e investidores de cabelo em pé com as perspectivas sombrias que levantam sobre a saúde da empresa. O montante praticamente equivale ao atual valor de mercado da Petrobras.
O endividamento da empresa também continua monstruoso. A dívida bruta ultrapassou R$ 415 bilhões. Em seis meses, aumentou 18% e já é superior ao patrimônio da companhia. A dívida líquida subiu para R$ 324 bilhões, mantendo o risco de rebaixamento da avaliação de crédito sobre a cabeça da Petrobras – algo que poderia lhe tirar mais uns 30% de valor de mercado, segundo analistas.
O estrago que a empresa sofreu nestes anos em que foi transformada em butim repartido pelo PT com seus aliados demorará a ser superado. Segundo Aldemir Bendine, presidente da Petrobras desde fevereiro, é serviço para, no mínimo, mais cinco anos. Isso dá a dimensão do tempo perdido por este patrimônio dos brasileiros depois que o governo resolveu intervir fortemente no setor de petróleo e mudar as regras de exploração no país.
A situação da Petrobras reforça a conveniência de rever os marcos legais e retirar da empresa os cabrestos que a gestão petista lhe impôs. O balanço geral indica que as obrigações do pré-sal e do modelo de partilha só lhe causaram perdas. Em boa hora, o Congresso deve aprovar proposta do senador José Serra que retira a obrigatoriedade de a Petrobras participar de negócios para os quais demonstra, a olhos vistos, não ter fôlego.
sábado, 8 de agosto de 2015
O réquiem do PT
O programa que o PT veiculou ontem em rede nacional de rádio e televisão deixa claro, de uma vez por todas, que o partido que levou o país à mais grave crise social, econômica, ética e política das últimas décadas não tem mais nada de sério a dizer aos brasileiros. O partido de Lula, Dilma e José Dirceu é incapaz de dar as respostas que os cidadãos cobram de um governo em processo de desintegração. Prepara seu testamento.
Novamente faltaram-lhe, no programa, humildade, autocrítica, sinceridade, coragem e espírito cívico. De novo, sobraram arrogância, covardia, mentira e manipulações ao partido que protagoniza o maior escândalo de corrupção da nossa história, produz a mais grave recessão em décadas e desfere na população o mais severo arrocho de que se tem notícia.
Para quem esperava uma prestação de contas, o programa partidário petista assumiu ares de campanha eleitoral. Deixou claro, definitivamente, que o maior objetivo dos petistas neste momento é tão-somente continuar a enganar os brasileiros, como fez no pleito de 2014. Pelo jeito, o PT já está se preparando para disputar novas eleições presidenciais...
O programa do PT tenta iludir os brasileiros sobre a profundidade e a extensão da crise. O partido do mensalão e do petrolão chama de “crise política” o que tem outro nome: os desdobramentos das revelações do maior esquema de corrupção que o país já viu e que financiou a chegada e a manutenção do PT e seus aliados no poder nos últimos 13 anos.
O PT fala em crise política, minimiza a crise econômica, mas omite-se em relação ao que de mais grave ocorre hoje no Brasil: a crise social, fruto do aumento do desemprego, da queda recorde da renda, da alta da inflação, da falta de perspectivas de recuperação e melhoria das condições de vida.
Mesmo acuado, o PT não busca conciliação, mas o enfrentamento direto com os que lhe fazem oposição. Na realidade, contrapõe-se mesmo é à larga maioria da população brasileira, que tornou a presidente Dilma e seu governo o mais execrado da história, como atestou, mais uma vez, a pesquisa do Datafolha divulgada ontem.
Depois de ensaiar afagos, a mão petista volta a apedrejar. No programa partidário, chega a sugerir ameaças golpistas e fomentar espectros da ditadura militar para produzir medo no povo e incitar mais instabilidade. O lobo que se faz de cordeiro demonstra que só se interessa mesmo em tentar salvar a própria pele.
Para completar, de forma acintosa, o PT ainda ironiza os que legitimamente manifestam insatisfação e indignação com o estado das coisas que aí está. Atitudes assim só podem ser interpretadas como o réquiem do partido. O PT não merece respeito nem consideração dos brasileiros que lutam por um país melhor, como ficará claro, mais uma vez, nas manifestações marcadas para o próximo dia 16. O panelaço de ontem foi só um ensaio.
Novamente faltaram-lhe, no programa, humildade, autocrítica, sinceridade, coragem e espírito cívico. De novo, sobraram arrogância, covardia, mentira e manipulações ao partido que protagoniza o maior escândalo de corrupção da nossa história, produz a mais grave recessão em décadas e desfere na população o mais severo arrocho de que se tem notícia.
Para quem esperava uma prestação de contas, o programa partidário petista assumiu ares de campanha eleitoral. Deixou claro, definitivamente, que o maior objetivo dos petistas neste momento é tão-somente continuar a enganar os brasileiros, como fez no pleito de 2014. Pelo jeito, o PT já está se preparando para disputar novas eleições presidenciais...
O programa do PT tenta iludir os brasileiros sobre a profundidade e a extensão da crise. O partido do mensalão e do petrolão chama de “crise política” o que tem outro nome: os desdobramentos das revelações do maior esquema de corrupção que o país já viu e que financiou a chegada e a manutenção do PT e seus aliados no poder nos últimos 13 anos.
O PT fala em crise política, minimiza a crise econômica, mas omite-se em relação ao que de mais grave ocorre hoje no Brasil: a crise social, fruto do aumento do desemprego, da queda recorde da renda, da alta da inflação, da falta de perspectivas de recuperação e melhoria das condições de vida.
Mesmo acuado, o PT não busca conciliação, mas o enfrentamento direto com os que lhe fazem oposição. Na realidade, contrapõe-se mesmo é à larga maioria da população brasileira, que tornou a presidente Dilma e seu governo o mais execrado da história, como atestou, mais uma vez, a pesquisa do Datafolha divulgada ontem.
Depois de ensaiar afagos, a mão petista volta a apedrejar. No programa partidário, chega a sugerir ameaças golpistas e fomentar espectros da ditadura militar para produzir medo no povo e incitar mais instabilidade. O lobo que se faz de cordeiro demonstra que só se interessa mesmo em tentar salvar a própria pele.
Para completar, de forma acintosa, o PT ainda ironiza os que legitimamente manifestam insatisfação e indignação com o estado das coisas que aí está. Atitudes assim só podem ser interpretadas como o réquiem do partido. O PT não merece respeito nem consideração dos brasileiros que lutam por um país melhor, como ficará claro, mais uma vez, nas manifestações marcadas para o próximo dia 16. O panelaço de ontem foi só um ensaio.
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