Foram 14 horas de uma monotonia quase irritante. Às mais diferentes perguntas, Dilma Rousseff esgrimiu as mesmas respostas. Na sua tentativa de reescrever a história, o Brasil só entrou em crise – e exatamente quando a eleição tinha acabado de passar – porque o mundo estava ainda pior, as contas públicas foram tratadas por ela com zelo nunca antes visto neste país e seu governo só fracassou porque o Congresso não ajudou.
Os 45 minutos do discurso de Dilma e a maratona de questões e respostas que se seguiram conduzem a uma mesma conclusão: a futura ex-presidente da República faria tudo outra vez, sem mudar uma vírgula. Se tivesse oportunidade, conduziria de novo o país ao buraco, se lixando para as críticas e para as evidências de seus equívocos.
Um dos principais esteios da argumentação de Dilma é que o Brasil afundou porque o mundo já vinha naufragando desde muito antes. É, basicamente, o oposto da teoria da “marolinha” notabilizada por Lula em 2008, segundo a qual nem uma grave crise mundial seria capaz de abalar o país – sofremos hoje na pele e no bolso as consequências desta leniência...
Mas vejamos até onde vai a solidez do argumento básico de Dilma. A economia do Brasil está afundando desde 2013, numa queda acumulada de mais ou menos 7%. Neste mesmo período, incluindo o ano em marcha, o mundo terá crescido 11%, de acordo com o FMI. Nada mais distante do que as duas realidades que, na lógica de Dilma, mutuamente se explicariam.
Sobre a solidez fiscal das escolhas da petista, muito já se disse. Não se ouviu, porém, de Dilma ontem no Senado qualquer argumento respeitável sobre o fato de o país enfileirar quatro anos seguidos de rombos bilionários nas contas públicas, a comprovação cabal de que o dinheiro do contribuinte passou a ser tratado como moeda podre na gestão dela.
Dificuldades no Congresso? Alguém já teve maior base parlamentar do que Dilma, que, segundo a ferramenta Basômetro, d’O Estado de S. Paulo, estreou seu primeiro mandato com 80% de deputados aliados na Câmara e ainda dispunha de mais de 60% depois da reeleição? Uma base tão gigantesca para não promover uma reforma estrutural sequer.
Por fim, sobre a ficção de que estamos experimentando um “golpe”, basta dizer que quem já adiantou que não respeitará o resultado do processo de impeachment no Senado é a própria ainda presidente, quem deveria jurar obediência às leis e à Constituição. Dilma pretende recorrer ao STF com um mandado de segurança, segundo o Valor Econômico.
A sessão de ontem no Senado, o penúltimo capítulo do penoso, mas necessário processo do impeachment, deixou claro, de uma vez por todas, que há razões de sobra para que Dilma Rousseff seja afastada do cargo de presidente da República. Se não for assim, o Brasil não aguentará outros dois anos vendo os mesmos erros serem repetidos.
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
terça-feira, 30 de agosto de 2016
O que está em jogo
Dilma Rousseff foi nesta manhã ao Senado não para tentar preservar seu mandato. Mas para defender um legado que, só ela e seus sectários seguidores, como Chico Buarque, não veem, é de ruínas. Ao contrário do que buscou fazer crer, o que está em jogo não são ameaças à democracia ou a perda de conquistas, mas o futuro do país.
Na sua derradeira oportunidade, a petista que levou o país à sua mais grave crise – econômica, política, social e moral – disparou acusações ao léu e aviltou todo o processo de impeachment classificando-o, repetidas vezes, de “golpista”, de “ruptura democrática”, de “violação” da Constituição.
Dilma revelou, com todas as cores, o desprezo que nutre pelos ritos constitucionais, pelos preceitos legais e pelas normas jurídicas. Usou seus 45 minutos na tribuna como ribalta para o desenrolar do papel de vítima, e não como oportunidade para apresentação de uma defesa consistente e para o exercício do contraditório de uma acusada.
Na votação que se seguirá à sessão de questionamentos de hoje no Senado, o que estará em jogo é a superação de uma forma de governar que transformou a burla em regra. Que alçou a corrupção à condição de método de governança. Que tentou vergar a realidade econômica à ideologia mais retrógrada.
Os resultados – e o que está em jogo – estamos todos vendo. As contas públicas em frangalhos, em razão do total desregramento com que a futura ex-presidente dedicou-se a cuidar da coisa pública. A economia embicada na pior recessão da sua história, com as famílias empobrecendo mais de 15% num intervalo de quatro anos. Com as prisões abarrotadas de ex-ministros, ex-dirigentes e empresários que transformaram o Estado em butim.
A presença de Dilma no Senado é a prova cabal do estrito respeito aos devidos ritos do processo legal pelo qual ela está sendo acusada de ter cometido crime de responsabilidade no exercício do cargo de presidente da República. Se houve golpe, foi dela contra o país. E de mais ninguém.
O figurino que Dilma desempenhou hoje no Senado é o mesmo que a levou ao cadafalso. Incapaz de admitir erros, de responder com equilíbrio às críticas e, principalmente, inepta para reconhecer que seu governo não foi a redenção na Terra, como ela sustenta. Mas o mais retumbante fracasso da história brasileira recente.
A sessão de hoje é o réquiem que faltava para encerrar o período de enganos, de mentiras, de mistificações que terá marcado a passagem do PT pelo poder. Dilma Rousseff é o atestado mais eloquente do malogro que foi esta experiência. O que está em jogo, e a partir de agora ainda mais, é restaurar o Brasil da hecatombe produzida pelas desastrosas políticas petistas. Teatro algum – ainda mais quando a atriz é ruim – altera o andamento deste script.
Na sua derradeira oportunidade, a petista que levou o país à sua mais grave crise – econômica, política, social e moral – disparou acusações ao léu e aviltou todo o processo de impeachment classificando-o, repetidas vezes, de “golpista”, de “ruptura democrática”, de “violação” da Constituição.
Dilma revelou, com todas as cores, o desprezo que nutre pelos ritos constitucionais, pelos preceitos legais e pelas normas jurídicas. Usou seus 45 minutos na tribuna como ribalta para o desenrolar do papel de vítima, e não como oportunidade para apresentação de uma defesa consistente e para o exercício do contraditório de uma acusada.
Na votação que se seguirá à sessão de questionamentos de hoje no Senado, o que estará em jogo é a superação de uma forma de governar que transformou a burla em regra. Que alçou a corrupção à condição de método de governança. Que tentou vergar a realidade econômica à ideologia mais retrógrada.
Os resultados – e o que está em jogo – estamos todos vendo. As contas públicas em frangalhos, em razão do total desregramento com que a futura ex-presidente dedicou-se a cuidar da coisa pública. A economia embicada na pior recessão da sua história, com as famílias empobrecendo mais de 15% num intervalo de quatro anos. Com as prisões abarrotadas de ex-ministros, ex-dirigentes e empresários que transformaram o Estado em butim.
A presença de Dilma no Senado é a prova cabal do estrito respeito aos devidos ritos do processo legal pelo qual ela está sendo acusada de ter cometido crime de responsabilidade no exercício do cargo de presidente da República. Se houve golpe, foi dela contra o país. E de mais ninguém.
O figurino que Dilma desempenhou hoje no Senado é o mesmo que a levou ao cadafalso. Incapaz de admitir erros, de responder com equilíbrio às críticas e, principalmente, inepta para reconhecer que seu governo não foi a redenção na Terra, como ela sustenta. Mas o mais retumbante fracasso da história brasileira recente.
A sessão de hoje é o réquiem que faltava para encerrar o período de enganos, de mentiras, de mistificações que terá marcado a passagem do PT pelo poder. Dilma Rousseff é o atestado mais eloquente do malogro que foi esta experiência. O que está em jogo, e a partir de agora ainda mais, é restaurar o Brasil da hecatombe produzida pelas desastrosas políticas petistas. Teatro algum – ainda mais quando a atriz é ruim – altera o andamento deste script.
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sábado, 27 de agosto de 2016
Vergonhas nacionais
Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o país vive sua “semana da vergonha nacional”. O ex-presidente da República está sendo modesto. O Brasil experimenta não apenas uma semana, mas anos de vexame, desonra e humilhação. Anos em que ele, seu partido e sua pupila governaram a nação, produzindo o maior estrago da história.
Lula tem carradas de razão para apontar a vergonha. A começar pelo desemprego, a maior chaga na vida de milhões de brasileiros hoje. Ou, sabendo das coisas, o ex-presidente talvez esteja reclamando do péssimo estado da saúde, alçada à condição de principal preocupação dos eleitores em todas as capitais, segundo a mais recente rodada de pesquisas do Ibope.
Os danos, Lula tem razão, são enormes. Desde que o PT conquistou a reeleição, em outubro de 2014, foram eliminados no país exatos 2.753.883 empregos. É a maior destruição de postos de trabalho que o Brasil já experimentou, em qualquer época. Esta é uma das vergonhas a que os brasileiros começam a pôr fim com o afastamento definitivo de Dilma Rousseff.
Divulgados ontem, os resultados para os meses entre janeiro e julho são os piores em toda a série histórica do Caged – ou seja, desde 2002 – para o período. São 623 mil empregos eliminados em apenas sete meses. Equivale a uma média de 3 mil demissões por dia. Um em cada cinco brasileiros mais pobres está sem emprego.
As demissões disseminam-se por empresas como Mercedes-Benz, Embraer, Petrobras, Eletrobrás, Samarco, TIM, Vivo, GVT etc. Sem falar nos pequenos comércios que cerram as portas pelo país afora: quase 170 mil estabelecimentos foram fechados nos últimos 18 meses, o que dá quase 400 por dia.
Nesta época do ano, o mais comum é as empresas estarem contratando. Mas não é o que ocorre. A tendência é, segundo analistas, que a sangria persista pelo menos até meados do próximo ano. Com a mudança de expectativa que se abre com o fim do ciclo petista – melhor seria dizer da vergonha petista – talvez o sofrimento se abrevie.
Segundo outra fonte, o IBGE, desde que o PT conquistou seu quarto mandato o número de brasileiros sem trabalho (tecnicamente “desocupados”) cresceu exatas 5,134 milhões de pessoas, numa demonstração do estrago feito pela quase ex-presidente e pelo ruinoso modelo econômico defendido pelo seu partido.
Mas não é só. Vergonha nacional é também produzir a maior recessão da história, com três anos seguidos de queda ou estagnação do PIB – em termos per capita, ou seja, ponderado pelo total de habitantes, a retração desde 2013 atinge 16%, segundo números apresentados pelo Ministério da Fazenda ao Senado na quarta-feira.
Como se não bastasse, por fim, vergonha nacional é cometer o maior assalto aos cofres públicos, avacalhar as contas públicas e protagonizar o maior escândalo de corrupção de que se tem notícia. Lula está coberto de razão. A este vexame histórico, o Brasil está dizendo não. Em mais alguns dias, Dilma Rousseff passa a ser ex-presidente da República e o PT será varrido para a lata de lixo.
Lula tem carradas de razão para apontar a vergonha. A começar pelo desemprego, a maior chaga na vida de milhões de brasileiros hoje. Ou, sabendo das coisas, o ex-presidente talvez esteja reclamando do péssimo estado da saúde, alçada à condição de principal preocupação dos eleitores em todas as capitais, segundo a mais recente rodada de pesquisas do Ibope.
Os danos, Lula tem razão, são enormes. Desde que o PT conquistou a reeleição, em outubro de 2014, foram eliminados no país exatos 2.753.883 empregos. É a maior destruição de postos de trabalho que o Brasil já experimentou, em qualquer época. Esta é uma das vergonhas a que os brasileiros começam a pôr fim com o afastamento definitivo de Dilma Rousseff.
Divulgados ontem, os resultados para os meses entre janeiro e julho são os piores em toda a série histórica do Caged – ou seja, desde 2002 – para o período. São 623 mil empregos eliminados em apenas sete meses. Equivale a uma média de 3 mil demissões por dia. Um em cada cinco brasileiros mais pobres está sem emprego.
As demissões disseminam-se por empresas como Mercedes-Benz, Embraer, Petrobras, Eletrobrás, Samarco, TIM, Vivo, GVT etc. Sem falar nos pequenos comércios que cerram as portas pelo país afora: quase 170 mil estabelecimentos foram fechados nos últimos 18 meses, o que dá quase 400 por dia.
Nesta época do ano, o mais comum é as empresas estarem contratando. Mas não é o que ocorre. A tendência é, segundo analistas, que a sangria persista pelo menos até meados do próximo ano. Com a mudança de expectativa que se abre com o fim do ciclo petista – melhor seria dizer da vergonha petista – talvez o sofrimento se abrevie.
Segundo outra fonte, o IBGE, desde que o PT conquistou seu quarto mandato o número de brasileiros sem trabalho (tecnicamente “desocupados”) cresceu exatas 5,134 milhões de pessoas, numa demonstração do estrago feito pela quase ex-presidente e pelo ruinoso modelo econômico defendido pelo seu partido.
Mas não é só. Vergonha nacional é também produzir a maior recessão da história, com três anos seguidos de queda ou estagnação do PIB – em termos per capita, ou seja, ponderado pelo total de habitantes, a retração desde 2013 atinge 16%, segundo números apresentados pelo Ministério da Fazenda ao Senado na quarta-feira.
Como se não bastasse, por fim, vergonha nacional é cometer o maior assalto aos cofres públicos, avacalhar as contas públicas e protagonizar o maior escândalo de corrupção de que se tem notícia. Lula está coberto de razão. A este vexame histórico, o Brasil está dizendo não. Em mais alguns dias, Dilma Rousseff passa a ser ex-presidente da República e o PT será varrido para a lata de lixo.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Dilma e o PT: Capítulo final, 1° ato
Começa hoje o último capítulo do processo de impeachment de Dilma Rousseff, iniciado quase nove meses atrás. Com o desfecho previsto para daqui a uma semana, o afastamento definitivo dela do cargo, também chegará ao fim a experiência da passagem do PT pelo comando do país, uma história para ser aprendida e nunca mais repetida.
O julgamento da petista caminha para sua conclusão dentro das mais estritas regras democráticas. Dilma teve todas as oportunidades para pronunciar-se sobre as acusações, durante longo processo legal, com amplo direito de defesa. Não precisa, pois, preocupar-se em ir ao Senado na próxima segunda-feira para “defender a democracia”, como disse ontem.
Como se fosse pouco a chancela do Supremo Tribunal Federal a todo o rito do processo, é a própria presidente afastada que, em sua lógica algo tortuosa, admite a lisura do julgamento. Ontem, naquela que deve ter sido sua derradeira aparição pública antes da perda do cargo, disse que “não tem que fugir para o Uruguai”, ou seja, não tem que repetir o percurso de João Goulart, este sim vítima de um golpe 50 anos atrás.
Dilma perderá o mandato e tornar-se-á proscrita da vida política do país pelos próximos oito anos – quiçá, em razão do ruinoso conjunto de sua obra, jamais volte a assumir nenhum cargo público – por ter cometido vários crimes de responsabilidade previstos na lei 1.079/50 e ferido várias leis, desde a maior delas, a Constituição, até a orçamentária e a de Responsabilidade Fiscal.
As sessões que deverão se desenrolar de hoje, com o depoimento de testemunhas de acusação e de defesa, até o próximo dia 31, com a votação final, deixarão claro, de uma vez por todas, que Dilma usou os bancos públicos para financiar gastos do Tesouro e determinou despesas ao arrepio das metas fiscais. A regra é clara: há razões jurídicas de sobra para a perda de mandato.
Dilma prepara-se para ser a segunda presidente da República do Brasil afastada do cargo por prática de crime de responsabilidade num período de 24 anos. Deixa de legado a maior crise econômica da história republicana e 11,6 milhões de desempregados (numa taxa que beira 21% nas camadas mais pobres da população).
O Brasil está diante da chance de ter um recomeço depois do tsunami petista. Foram anos em que a corrupção deu as cartas, o interesse público foi ludibriado e o dinheiro que deveria servir a população transformou-se em combustível de uma tão poderosa quanto desonesta máquina eleitoral.
O pesadelo está chegando ao fim e agora é hora de o novo governo assumir com total determinação sua responsabilidade de começar a consertar o país. Não há mais tempo a perder, porque o estrago é grande.
O julgamento da petista caminha para sua conclusão dentro das mais estritas regras democráticas. Dilma teve todas as oportunidades para pronunciar-se sobre as acusações, durante longo processo legal, com amplo direito de defesa. Não precisa, pois, preocupar-se em ir ao Senado na próxima segunda-feira para “defender a democracia”, como disse ontem.
Como se fosse pouco a chancela do Supremo Tribunal Federal a todo o rito do processo, é a própria presidente afastada que, em sua lógica algo tortuosa, admite a lisura do julgamento. Ontem, naquela que deve ter sido sua derradeira aparição pública antes da perda do cargo, disse que “não tem que fugir para o Uruguai”, ou seja, não tem que repetir o percurso de João Goulart, este sim vítima de um golpe 50 anos atrás.
Dilma perderá o mandato e tornar-se-á proscrita da vida política do país pelos próximos oito anos – quiçá, em razão do ruinoso conjunto de sua obra, jamais volte a assumir nenhum cargo público – por ter cometido vários crimes de responsabilidade previstos na lei 1.079/50 e ferido várias leis, desde a maior delas, a Constituição, até a orçamentária e a de Responsabilidade Fiscal.
As sessões que deverão se desenrolar de hoje, com o depoimento de testemunhas de acusação e de defesa, até o próximo dia 31, com a votação final, deixarão claro, de uma vez por todas, que Dilma usou os bancos públicos para financiar gastos do Tesouro e determinou despesas ao arrepio das metas fiscais. A regra é clara: há razões jurídicas de sobra para a perda de mandato.
Dilma prepara-se para ser a segunda presidente da República do Brasil afastada do cargo por prática de crime de responsabilidade num período de 24 anos. Deixa de legado a maior crise econômica da história republicana e 11,6 milhões de desempregados (numa taxa que beira 21% nas camadas mais pobres da população).
O Brasil está diante da chance de ter um recomeço depois do tsunami petista. Foram anos em que a corrupção deu as cartas, o interesse público foi ludibriado e o dinheiro que deveria servir a população transformou-se em combustível de uma tão poderosa quanto desonesta máquina eleitoral.
O pesadelo está chegando ao fim e agora é hora de o novo governo assumir com total determinação sua responsabilidade de começar a consertar o país. Não há mais tempo a perder, porque o estrago é grande.
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